
Maior obra viária da história de Gravataí, aguardada principalmente pelos moradores que circulam pelo local, o Complexo da RS-118 com a Avenida Centenário é inaugurado nesta sexta-feira (19), com a promessa de desafogar congestionamentos históricos no acesso a um dos principais municípios da Região Metropolitana e aumentar a segurança, reduzindo o risco de acidentes. Foram investidos R$ 90,7 milhões na intervenção.
O cruzamento era considerado um dos pontos mais perigosos de Gravataí, especialmente para quem deixa a cidade pela Avenida Centenário, no Distrito Industrial, tentando cruzar a RS-118, em direção à freeway. Ao longo de anos, acidentes se tornaram frequentes no local.
A construção cria fluxos contínuos entre a RS-118 e a Avenida Centenário e espera-se que, com isso, haja redução do tempo de deslocamento e do risco de acidentes. A cerimônia de inauguração contou com a presença do governador Eduardo Leite, do secretário estadual de Logística e Transporte, Juvir Costella, e do prefeito de Gravataí, Luiz Zaffalon.
— Essa obra é uma conquista de todos aqueles que lutaram por ela. Chegar até aqui não foi nada fácil. Quando iniciamos o governo, não havia recursos para obras. Foram R$ 90 milhões investidos aqui. É uma alegria poder inaugurar esta obra hoje. É uma jornada longa, extensa, difícil. Conseguir destravar, conseguir ter recurso. Estamos entregando esse grande complexo viário. Foi muito tempo que o Estado não teve capacidade de execução de grandes obras. É muito importante mostrar o que tem sido feito, para retomar a confiança no Rio Grande — ressaltou Leite.
— Fizemos tudo isso para que as pessoas tivessem segurança para acessar a 118. Mudou completamente. É um complexo viário. Se observarmos o número de veículos que trafega na 118, mostra a importância desta obra. Estamos melhorando a mobilidade na Região Metropolitana — disse Costella.
O prefeito Luiz Zaffalon ressaltou a importância do trecho para a logística do Estado:
— Esse entroncamento rodoviário seguramente é um dos maiores entroncamentos rodoviários do Rio Grande do Sul. E nós vivíamos um caos aqui. Esse entroncamento rodoviário atende Alvorada, Viamão, Gravataí, os seus 300 mil habitantes, atende o Distrito Industrial, atende Canoas, Esteio, Sapucaia, todo o Vale dos Sinos. O Brasil entra no Rio Grande por ali. Vacaria já foi a porteira do Rio Grande? Já foi, mas hoje, depois da BR-101, da 290, a entrada do Rio Grande é por aqui. Todo mundo passa por aqui para ir a qualquer lugar no Rio Grande do Sul.
Histórico
A obra começou a ser realizada há mais de três anos, em junho de 2022. A previsão inicial era de que o viaduto e a passagem de nível fossem entregues em dezembro do ano seguinte. No entanto, houve um primeiro adiamento, que estendeu o prazo para o fim de 2024.
Após a enchente do ano passado, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) alterou novamente a data para 2025. A obra já deveria ter sido executada na duplicação original da RS-118, mas o projeto só foi finalizado quando a ampliação da estrada se encaminhava para o fim. A construtora responsável pela obra foi a Sultepa.
Neste ano, já tinham sido liberados outros trechos da rodovia, como o trânsito principal no sentido Sapucaia do Sul-Viamão e Viamão-Sapucaia do Sul e a trincheira para quem sai de Gravataí pela Avenida Centenário, medidas que contribuíram para a melhoria da mobilidade urbana.
Homenagem
O complexo viário recebeu o nome de Joseph Elbling, um dos pioneiros na indústria eletroeletrônica do Rio Grande do Sul. Canadense naturalizado brasileiro, o empresário teve relevância no setor, projetando o nome de Gravataí na área de tecnologia. Em 1977, fundou no município a Digicon, especializada na fabricação de catracas eletrônicas, semáforos, sistemas de bilhetagem eletrônica e estacionamentos rotativos.
Onze anos depois, criou a Perto, voltada para o desenvolvimento de terminais de autoatendimento, consolidando ainda mais a sua contribuição ao setor tecnológico e à economia gaúcha. Elbling morreu em outubro de 2020.




