
A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira (29) o inquérito sobre o acidente ocorrido em 13 de agosto na BR-116, em São Leopoldo, que resultou na morte de três soldados e deixou outros dois feridos. O laudo pericial apontou o excesso de velocidade como a principal causa da colisão.
Os cinco jovens, com idades entre 18 e 19 anos e moradores de Campo Bom, estavam em um carro que trafegava a mais de 140 km/h, segundo relato de um dos sobreviventes. O limite de velocidade no trecho é de 80 km/h.
Dos cinco jovens, a perícia apontou que apenas um usava cinto de segurança. Conforme o laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP), a falta do uso do cinto agravou as lesões e reduziu as chances de sobrevivência das vítimas. Os dois sobreviventes estavam sem o equipamento de proteção.
Outro fator destacado pela investigação foi a ausência de proteção metálica na mureta atingida pelo veículo. De acordo com o IGP, a mureta "apresentava uma extremidade em ângulo reto e não possuía qualquer tipo de proteção metálica (defensa)".
Segundo a polícia, especialistas apontam que, se a estrutura tivesse design com ângulo mais suave ou reforço adequado, os danos poderiam ter sido menores.
O exame pericial descartou a presença de álcool ou outras substâncias no organismo do motorista. O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, mas não terá responsabilização judicial em razão da morte do condutor.
Como foi o acidente
No momento do acidente, por volta das 3h45min, os soldados estavam atrasados em deslocamento para uma solenidade do Exército no 18º Batalhão de Infantaria de Sapucaia do Sul. O evento era a Passagem de Comando do Comando Militar do Sul, que trouxe tropas de Santa Catarina e do Paraná, além das gaúchas. Para ter tempo de fazer o trajeto até o local da solenidade, no 3° Regimento de Cavalaria de Guarda, em Porto Alegre, e passar por um treinamento, os militares deveriam chegar até as 4h30min em Sapucaia do Sul.
Segundo o Exército, em ocasiões como essa os militares podem dormir no quartel, mas os cinco estavam entre a minoria que optou por retornar para casa e voltar durante a madrugada.
Morreram no acidente três soldados: Davi Adrian da Silva, 18 anos, Vitor Golfetto, 19, e o condutor Eduardo Hoffmeister, 19.
Os dois sobreviventes, Leopoldo dos Santos Staudt e Jailson dos Santos Gomes, de 19 anos, passaram cerca de três semanas internados, mas já receberam alta hospitalar.
*Produção: Fernanda Axelrud




