
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apresentou, nesta sexta-feira (26), denúncia de homicídio com dolo eventual contra o médico Dênis Pereira da Cruz, 48 anos, investigado pelo acidente que resultou na morte da motociclista Karine Friedrich, na BR-116, em Estância Velha, em 18 de abril deste ano.
Além da acusação, o MPRS também apresentou denúncia por fraude processual contra a enfermeira e esposa do médico, Liliane de Souza Lima. Em depoimento à Polícia Civil, ela afirmou que era ela quem dirigia o veículo do casal no momento do acidente.
Na ocasião, o médico estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa. Os motivos que provocaram essa suspensão não foram revelados.
Sem câmeras de segurança ou testemunhas para elucidar o caso, a Polícia Civil utilizou a perícia do carro para identificar quem ocupava cada posição. Foram encontrados dois DNAs diferentes nos airbags do motorista e do carona e a polícia utilizou o resultado da perícia do DNA para confirmar que era ele quem realmente conduzia o veículo.
O médico apresentava sinais de embriaguez e se recusou a realizar o teste do bafômetro. Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o veículo que ele conduzia, uma Mercedes, invadiu a pista contrária e colidiu de frente contra a motocicleta de Karine.
"O crime foi praticado com dolo eventual, já que o acusado assumiu o risco de produzir o resultado morte. Também foi reconhecido o emprego de meio que resultou em perigo comum, pois o veículo trafegava em velocidade incompatível com a via pública", argumenta o promotor de Justiça Bruno Amorim Carpes, que apresentou a denúncia.
Caso a denúncia seja aceita pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), o médico e a enfermeira se tornarão réus na ação.



