
Foi assinada na manhã desta segunda-feira (1º) em Santa Maria, pelo governador Eduardo Leite, a ordem de início das obras em dois trechos da RS-287. As estruturas antigas foram destruídas pelas enchentes do ano passado e, desde então, funcionam com soluções provisórias.
Um dos pontos é o km 226, em Santa Maria, sobre o Arroio Grande. No local serão construídas duas novas pontes, para comportar a duplicação da estrada, em um investimento de R$ 70 milhões. Desde o ano passado o tráfego no local é garantido por duas pontes móveis instaladas pelo Exército, uma montada em maio, e outra em outubro. Com a presença dessas passagens, não será necessário interromper o fluxo de trânsito durante as obras.
A previsão da Rota de Santa Maria, concessionária que administra a via, é que em seis meses uma das estruturas já esteja pronta, com tráfego em ambos sentidos. A obra completa, que prevê ainda a duplicação de cerca de 900 metros de rodovia, será entregue em 13 meses.
— Não fazia sentido reconstruir a ponte que existia quando a gente já tem um contrato que projeta uma obra maior, mais robusta, dentro desse contrato de concessão. Só que ela estava prevista lá na frente e ela vai ser antecipada, priorizando um novo projeto — explicou o governador Eduardo Leite.

Segundo diretor do grupo Sacyr para América Latina, que controla a Rota de Santa Maria, Cristian Sandoval, a ponte será dois metros mais alta, 11 metros mais larga e com 60 metros de comprimento.
O projeto desenvolvido pela empresa foi aprovado pela Secretaria da Reconstrução Gaúcha ainda em abril, com autorização para início imediato. No entanto, a Rota afirmou que dependia de liberações ambientais, remanejo de rede elétrica da RGE, desapropriações e mobilização de recursos, materiais e equipamentos.
Outro ponto que receberá melhorias é o km 167, sobre o Arroio Barriga, entre Novo Cabrais e Paraíso do Sul. No local, em que passam carros por um desvio emergencial, será erguida uma nova ponte, com custo estimado em R$ 18 milhões.
Os recursos para as duas obras virão do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) e da concessionária responsável pela rodovia.
— São obras complexas. O dimensionamento da engenharia é diferente das estruturas anteriores, que leva em consideração o evento do ano passado. Isso é importante para dimensionar tanto o vão quanto a largura da pista para que ela possa suportar esse volume de água. E claro, não é só a ponte. Para garantir a altura da ponte maior, também precisamos ter também uma faixa de aproximação um pouco mais longa — explica o secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi.
Primeiras duplicações
Nesta segunda-feira, também foram entregues oficialmente os primeiros cinco quilômetros duplicados da RS-287, em Santa Cruz do Sul e Tabaí. As pistas já estão liberadas desde o último sábado (30). Na sequência, mais 10 quilômetros devem receber intervenções. Até 2027, a previsão é que 70 quilômetros estejam duplicados.



