
Desligados desde o dia 1º de agosto, a Justiça determinou que o controladores fixos de velocidade precisarão ser religados em até 24 horas nas rodovias federais. O despacho é da 5ª Vara Federal em Brasília.
Popularmente chamados de “pardais”, esses dispositivos variam em formato, funcionamento e forma de operação, mas têm um objetivo em comum: coibir o excesso de velocidade.
A utilização dos radares no país é regulamentada pela Resolução nº 396 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em vigor desde 2011, que define quatro categorias principais: fixo, estático, móvel e portátil.
Quais são os tipos de radar?

Radar fixo (o popular "pardal")
É o tipo mais conhecido pelo público. Instalado em postes ou estruturas permanentes nas vias, funciona automaticamente, sem a necessidade de operação por agentes de trânsito.
Conta com sensores embutidos no asfalto que medem a velocidade e, em caso de infração, disparam uma câmera para registrar a imagem do veículo.

Radar estático
Apesar do nome parecido com o radar fixo, o estático é um equipamento móvel posicionado temporariamente em um ponto da via, geralmente sobre um tripé ou no interior de um veículo estacionado.
Ele também registra imagens dos veículos que excedem o limite permitido. É bastante usado em ações pontuais, como operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em feriados e datas de grande fluxo.
Radar móvel
Diferentemente dos anteriores, o radar móvel está em funcionamento dentro de um veículo em movimento. Ele mede a velocidade dos carros ao redor sem estar parado em um ponto fixo da estrada.
Por não registrar imagem, sua função é mais voltada à fiscalização em tempo real do que à emissão automática de multas com provas fotográficas.
Radar portátil

É operado manualmente por um agente de trânsito, que aponta o equipamento diretamente para o veículo.
Também não registra imagens, mas permite atuação direta e imediata por parte da autoridade de trânsito. Pode ser usado em trechos com alta ocorrência de acidentes ou durante blitzes.
E a lombada eletrônica?
Embora muitas vezes confundidas com radares fixos, as lombadas eletrônicas pertencem a uma categoria própria: controladores eletrônicos de velocidade.
Esses equipamentos são instalados em pontos específicos das vias e exibem a velocidade do veículo em tempo real em um painel digital.
Ao ultrapassar o limite, o sistema registra uma imagem para autuação. Neste caso, ao contrário dos radares, a sinalização é obrigatória por lei.

Como esses equipamentos medem a velocidade?
O funcionamento dos radares varia conforme o tipo:
Radar fixo e lombada eletrônica
Usam sensores magnéticos instalados no asfalto. Eles captam o tempo que o veículo leva para passar entre dois pontos e, a partir disso, calculam a velocidade. Se houver excesso, uma câmera é acionada.
Radar móvel e portátil
Operam por meio de ondas eletromagnéticas que são emitidas em direção ao veículo em movimento. A velocidade é calculada com base na variação do sinal refletido.
Radares precisam estar sinalizados?
Segundo a Resolução 396 do Contran, não há mais obrigatoriedade de sinalização indicando a presença de radares nas vias. No entanto, há exceções:
- Radar fixo (pardal): deve ser visível ao condutor e estar instalado em locais com placa R-19, que indica o limite de velocidade permitido
- Radar móvel, estático e portátil: podem operar mesmo sem sinalização específica, desde que respeitem os limites definidos pelo Código de Trânsito Brasileiro para o tipo de via
Já no caso dos controladores eletrônicos de velocidade (lombadas eletrônicas), a sinalização é obrigatória, incluindo o painel que informa a velocidade em tempo real.
Por que tudo isso importa?
Entender os diferentes tipos de radares ajuda o condutor a saber como se dá a fiscalização no trânsito e qual o papel de cada tecnologia na segurança viária.
O objetivo de todos esses equipamentos é o mesmo: reduzir acidentes e salvar vidas, principalmente em trechos de risco elevado.
Respeitar os limites de velocidade não é apenas uma forma de evitar multas, mas um compromisso com a própria segurança e com a de todos que compartilham as vias.
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