
Com pautas variadas, dois protestos movimentaram o Centro da Capital na manhã e começo da tarde desta quinta-feira.
Por volta das 10h, grupo com integrantes do MST, CUT, Via Campesina, CTB, UNE, Ubes, movimentos sociais e militantes de partidos como PT, PCB e PC do B iniciou uma manifestação em defesa da Petrobras, da democracia e dos direitos dos trabalhadores no Largo Glênio Peres. No começo da manhã, os mesmos manifestantes tinham realizado o ato em frente à Refap, em Canoas.
Outro grupo, formado por representantes de diversos sindicatos, DCE da UFRGS, Anel, PSOL, PSTU e movimentos sociais de esquerda se reuniu em frente à prefeitura por volta das 9h30min. Seu objetivo era protestar contra os "ataques" dos governos Dilma, Sartori e Fortunati aos direitos dos trabalhadores.
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Os manifestantes que criticavam os governos foram os primeiros a se movimentar. O protesto, chamado de Ato Classista e Independente, rumou para o Palácio Piratini por volta das 10h. Lá, foram feitos discursos contrários às medidas de arrocho do governo Dilma Rousseff, à intenção do governo estadual de parcelar o salário dos servidores e ao projeto de lei que limita gratificações aos servidores municipais, enviado à Câmara em dezembro.
Em cima de um caminhão de som, além dos representantes de sindicatos e movimentos sociais, Luciana Genro, a vereadora Fernanda Melchionna e o deputado Pedro Ruas, todos do PSOL, também discursaram. Vera Guasso, do PSTU, puxou cânticos durante o protesto:
- Ô Dilma, que papelão, retirar direitos é coisa de patrão - dizia um dos cânticos.
Parte do grupo participou de uma audiência no Palácio Piratini. O protesto se encerrou por volta do meio-dia.
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Já o ato em defesa da Petrobras ficou concentrado por cerca de duas horas no Largo Glênio Peres, de onde saiu por volta do meio-dia. O grupo rumou para a Praça da Matriz, onde também houve discursos. O protesto, que ocorrerá em outras cidades do Brasil nesta sexta-feira, foi antecipado na Capital por "razões políticas" não detalhadas pelos organizadores.
Diferentemente do primeiro ato a chegar ao Piratini, parte dos manifestantes carregava faixas, bandeiras e camisetas pró-Dilma. Apesar disso, houve críticas a medidas aprovadas pelo governo federal que restringem o acesso dos trabalhadores ao seguro-desemprego, ao abono salarial, à pensão por morte a ao auxílio doença.
Último a discursar, o líder do MST, João Pedro Stédile, criticou a "elite burguesa" por promover "atos golpistas", referindo-se aos protestos pelo impeachment marcados para domingo em todo o país. Encerrou sua fala resumindo, em tom marxista, o momento político atual:
- Bem-vindos à luta de classes!
Conheça algumas das reivindicações, na definição dos próprios manifestantes:
*Zero Hora


