
Na madrugada desta quarta-feira (5), parte do foguete Falcon 9, da SpaceX, atingiu a Lua. A colisão, a uma velocidade de 8,7 mil km/h, gerou uma cratera de 18 metros de diâmetro e 3,5 metros de profundidade.
Segundo O Globo, apesar da força do choque, equivalente à detonação de 2,8 toneladas de TNT, o evento não representou qualquer ameaça à Terra.
O foguete Falcon 9 foi lançado em janeiro, transportando dois módulos de pouso lunar. O propulsor retornou para a Terra, mas o estágio superior permaneceu no espaço, para impulsionar os módulos em sua trajetória.
Para esse tipo de "missão de alta energia", a SpaceX costuma realizar uma manobra para garantir que o segundo estágio "seja seguro, de acordo com os regulamentos e normas correspondentes", explicou Julianna Scheiman, diretora de Programas Científicos da Nasa.
Segundo a agência, a trajetória que levou parte do foguete à Lua foi resultado da combinação entre a atividade solar e as forças gravitacionais.
Inicialmente, astrônomos independentes detectaram a rota perigosa utilizando dados públicos. A confirmação veio depois, pelo Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS), da Nasa, que calculou 100% de certeza de que o impacto era inevitável.
Apesar de invisível a olho nu e de difícil registro até por telescópios, o fenômeno será minuciosamente estudado. O satélite Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), em atividade desde 2009, já começou a fotografar a região antes e depois da batida, com as primeiras imagens previstas para as próximas semanas.
Para a Nasa, embora impactos dessa magnitude ocorram na Lua a cada seis dias, a raridade deste caso está no controle absoluto que os pesquisadores têm sobre o objeto, sua massa, velocidade e ponto exato de queda, transformando um acidente em uma oportunidade científica valiosa para futuras bases lunares.


