A busca por devolver autonomia a pessoas amputadas foi o tema do novo episódio do Radar de Inovação, que recebeu Natã Vargas, fundador e CEO da LimbX. A startup gaúcha desenvolve próteses biônicas de membros superiores com tecnologia própria, design modular e fabricação nacional.
Quando eles fazem uma pequena contração e veem os dedinhos mexendo, aquele choro passa para um sorriso e a gente se empolga junto.
NATÃ VARGAS
Engenheiro de controle e automação
Durante a entrevista, o engenheiro contou que a proposta surgiu ao perceber que a maioria das próteses disponíveis no mercado depende de tecnologia importada e possui alto custo, o que limita o acesso da maior parte dos pacientes.
– É um público que muitas vezes as pessoas não enxergam. Segundo o DataSUS e o IBGE, são mais de 211 mil pacientes que estão à espera de equipamentos como esse. Pessoas que realmente precisam de uma prótese e não têm acesso – afirma.
A tecnologia desenvolvida pela LimbX utiliza sensores capazes de captar sinais elétricos gerados pela contração muscular do usuário. Esses sinais são interpretados pela prótese, permitindo movimentos como abrir e fechar a mão, realizar diferentes tipos de pegada e segurar objetos de até oito quilos. Com fabricação nacional e uso de impressão 3D, a empresa estima oferecer uma alternativa significativamente mais barata.
– A gente se emociona junto com a história dos pacientes. Quando eles fazem uma pequena contração e veem os dedinhos mexendo, aquele choro passa para um sorriso e a gente se empolga junto – completa.
Atualmente, a LimbX segue avançando no processo de regulamentação para levar a prótese ao mercado.



