- A SpaceX realizou nesta sexta-feira (22) o lançamento da versão mais recente do foguete Starship
- A decolagem ocorreu às 17h30min no horário local (19h30min de Brasília)
- O lançamento da terceira geração do foguete ocorreria na quinta-feira (21), mas foi transferido para esta sexta
- Este foi o 12º voo do Starship, sete meses após seu último lançamento
- Com seus 124 metros de altura, o modelo atual do Starship é um pouco maior que o anterior
Adiamento na quinta-feira (21)
A SpaceX adiou na quinta-feira (21) o lançamento da versão mais recente de seu gigantesco foguete Starship para um voo de teste muito aguardado, antes da abertura de capital da empresa aeroespacial de Elon Musk.
Após várias interrupções e reinicializações da contagem regressiva, Huot afirmou que os engenheiros não conseguiriam resolver a tempo os problemas de última hora para decolar na quinta-feira.
Musk explicou rapidamente no X que "o pino hidráulico que mantém o braço da torre em seu lugar não se retraiu".
A tentativa frustrada na plataforma de lançamento do sul do Texas ocorreu um dia depois de a SpaceX apresentar aos reguladores financeiros dos Estados Unidos seu pedido de abertura de capital, provavelmente em junho, no que se espera ser uma oferta pública inicial recorde.

Apostas enormes
Este voo de teste chega em um momento crucial para a SpaceX: Musk prepara sua aguardada abertura de capital, anunciada para meados de junho, e uma versão modificada do foguete Starship que deve servir futuramente como módulo de pouso lunar para a Nasa.
O programa Artemis, da agência espacial americana (Nasa), planeja enviar astronautas à Lua em 2028, antes da China, que também pretende enviar uma missão tripulada antes de 2030. Contudo, diante dos atrasos acumulados pelo setor privado, o governo de Donald Trump teme cada vez mais que os Estados Unidos não consigam vencer essa corrida espacial.
Além da SpaceX, sua concorrente Blue Origin, pertencente a Jeff Bezos, também busca desenvolver um módulo de pouso lunar. Ambas as companhias redirecionaram sua estratégia para priorizar missões lunares.
A Nasa pretende testar em 2027 um encontro em órbita entre a nave espacial e um ou dois módulos lunares, além de realizar um pouso lunar tripulado antes do fim de 2028. Mas especialistas do setor demonstram ceticismo em relação à capacidade das duas empresas de alcançar esses objetivos a tempo.
Um dos principais obstáculos é demonstrar a capacidade de reabastecer propelente super-resfriado em órbita, etapa essencial para fornecer energia aos motores de um foguete, mas que nunca foi testada em missões de longa duração.

