- Pela primeira vez em mais de 50 anos, nesta quarta-feira (1º), a Nasa lançou uma missão tripulada à Lua
- A Artemis II partiu da plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, na Flórida
- Quatro astronautas estão a bordo da cápsula Orion, que decolou rumo à Lua por volta das 19h35min (horário de Brasília)
- Os tripulantes deverão orbitar ao redor do satélite por 10 dias, mas não há pouso previsto na Lua
Como foi o lançamento
Este é o primeiro voo de teste tripulado da Nasa na campanha Artemis. O objetivo é confirmar se os sistemas da espaçonave Orion operam no espaço profundo conforme planejado, de modo a dar suporte a astronautas — e preparar o terreno para o estabelecimento de uma presença permanente na Lua.
Na "Era de Ouro da exploração e inovação", as missões Artemis permitirão que os astronautas explorem a Lua em busca de descobertas científicas e benefícios econômicos, e ajudarão a impulsionar as primeiras missões tripuladas a Marte, conforme a agência espacial norte-americana. As iniciativas unem diversas nações, incluindo o Brasil.
O astrônomo, professor e diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Thiago Signorini Gonçalves, analisa a missão com cautela. As expedições são caras e não necessariamente trazem o maior retorno científico – telescópios e missões não tripuladas são mais baratas e têm maior retorno, pois já têm alta capacidade de exploração e de descobertas científicas.
A etapa é o passo seguinte nos testes de tecnologias, incluindo os sistemas de lançamento de foguetes e de suporte à tripulação, como preparação para a terceira missão, que trará mais complexidades, além da presença da tripulação. O objetivo é garantir que, quando os astronautas finalmente pisarem na Lua, tudo esteja dentro das expectativas.
— O grande diferencial dessa missão é ter o sistema tripulado. Você está mandando uma tripulação para orbitar a Lua, uma coisa que não se faz há algum tempo. Você tem uma missão tripulada chegando bem longe e, do ponto de vista tecnológico, tem todo um sistema de lançamento diferente, que é o que eles estão testando agora para a Artemis. Eles aposentaram o sistema dos ônibus espaciais — avalia Gonçalves.



