Após 10 dias no espaço, em viagem à órbita da Lua, a Missão Artemis II foi encerrada com sucesso. A nave Orion reentrou na atmosfera terrestre pouco antes das 20h55min desta sexta-feira (10), e com auxílio de paraquedas, pousou às 21h07min sobre as águas do Oceano Pacífico, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos.
O procedimento de retorno à Terra é um dos momentos mais críticos da missão. Na chegada à atmosfera, a cápsula está viajando a cerca de 40 mil km/h, e precisava ser "freada", para atingir 32 km/h instantes antes de pousar "suavemente" nas águas do mar.
Devido à alta velocidade, o atrito com o ar pode elevar a temperatura da cápsula a cerca de 2.760ºC. Tão alta que o fogo se transforma em plasma (o quarto estado da matéria – além de líquido, sólido e gasoso –, algo como um gás energizado). O plasma acaba provocando um blecaute transitório de seis minutos dos sistemas de comunicação e localização da Orion.
Após a reentrada, a Orion iniciou a desaceleração com a abertura dos paraquedas. Os equipamentos de estabilização foram acionados a cerca de 6,7 km de altitude. Em seguida, três paraquedas principais reduziram a velocidade e permitiram o pouso seguro no mar, onde a tripulação será o resgatada pela Marinha dos Estados Unidos.
Após o resgate, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen serão levados ao Centro Espacial Johnson da Nasa, no Texas.
Artemis II: missão histórica após 50 anos
Primeira missão tripulada à Lua em 50 anos, a Artemis II quebrou um recorde que perdurava desde a década de 1970. Na segunda-feira (6), a cápsula Orion atingiu o ponto mais distante da Terra com uma espaçonave tripulada.
A missão chegou aos 406.778 quilômetros de distância, superando os 400.171 quilômetros que haviam sido atingidos na missão Apollo 13.
O objetivo da missão Artemis II foi testar, pela primeira vez com tripulação, os sistemas de suporte à vida, navegação e comunicação da Orion em espaço profundo.


