
O WhatsApp anunciou na última quarta-feira (11) um novo recurso que permitirá que pais e responsáveis gerenciem contas de crianças menores de 13 anos. A novidade será liberada gradualmente aos usuários nos próximos meses.
As chamadas contas para pré-adolescentes terão diversas limitações de funcionalidades e permitirão um acompanhamento mais próximo por parte dos responsáveis. Entre as restrições estão chamadas e mensagens mais controladas e a ausência de alguns recursos populares da plataforma.
A medida chega às vésperas da implementação do ECA Digital, prevista para 17 de março, e faz parte de um movimento de grandes plataformas para ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
O que muda nas contas de pré-adolescentes no WhatsApp?
As contas destinadas a menores de 13 anos terão uma série de funcionalidades desativadas. Entre os recursos que não estarão disponíveis estão: Meta AI, canais, Status, conversas trancadas, bloqueio do app, dispositivos conectados, compartilhamento de localização, mensagens de visualização única e mensagens temporárias em conversas individuais.
Apesar das limitações, as conversas continuarão protegidas por criptografia, o que significa que apenas os participantes poderão acessar o conteúdo das mensagens. Mesmo assim, pais e responsáveis terão acesso a diferentes alertas sobre a atividade da conta.
Entre as notificações possíveis estão avisos quando: um contato é adicionado, bloqueado ou denunciado; um novo pedido de conversa é recebido; uma conversa ou contato é apagado; a criança cria, entra ou sai de um grupo; o nome ou a foto de perfil da conta é alterado.
Como funcionará o controle dos responsáveis?
Por padrão, contas de pré-adolescentes só poderão enviar mensagens para pessoas que já estejam salvas na lista de contatos. Caso a criança tente iniciar uma conversa com um número novo, será necessário primeiro adicionar esse contato.
Essa ação gera automaticamente um alerta para os pais ou responsáveis. Quando uma mensagem chegar de um número que não está salvo, ela será direcionada para a pasta “pedidos”, onde poderá ser analisada antes de ser aceita. Somente contatos salvos também poderão: ver a foto de perfil, ler o recado e saber quando a criança está online.
Outra restrição importante é que apenas os responsáveis poderão adicionar a conta da criança a grupos. Além disso, os menores não poderão criar novos grupos.
Como ativar a conta gerenciada?
Para utilizar o recurso, é necessário ter a versão mais recente do WhatsApp instalada. Quando a função estiver disponível, o processo de ativação deve seguir estes passos:
- No celular da criança, toque em "mais opções" e, em seguida, selecione Criar uma conta gerenciada por pai, mãe ou responsável;
- Registre e verifique o número de telefone da criança, insira o aniversário da criança e confirme a idade e toque em "continuar" para conectar essa conta à conta de um pai, mãe ou responsável;
- No celular dos pais, escaneie o QR code exibido no dispositivo da criança, toque em "concordar e continuar", confirme que você é um adulto, crie e confirme um PIN de seis dígitos, e toque em OK;
- De volta no celular da criança, insira o PIN e toque em "continuar".
Novos recursos contra golpes
Além das mudanças voltadas à proteção de crianças, a Meta também anunciou novos recursos de inteligência artificial para combater golpes em suas plataformas.
No WhatsApp, o sistema passará a emitir alertas quando houver sinais de solicitação suspeita de vinculação de conta. Esse tipo de golpe ocorre quando criminosos tentam conectar o celular da vítima ao próprio aparelho para roubar o acesso ao perfil.
Já no Facebook, usuários receberão avisos ao enviar ou aceitar pedidos de amizade de contas com sinais de atividade suspeita, como poucos amigos em comum ou localização em outro país. No Messenger, notificações serão exibidas quando uma conta entrar em contato apresentando padrões comuns de golpe, como ofertas de emprego suspeitas.
A empresa também afirmou que utilizará inteligência artificial para bloquear links maliciosos e golpes que utilizam deepfakes de celebridades para enganar usuários. No fim de fevereiro, a Meta informou que decidiu processar empresas e indivíduos que utilizam indevidamente imagens e vozes alteradas de celebridades e influenciadores para aplicar golpes no Brasil e na China.


