
Um eclipse lunar total transforma o céu nas primeiras horas desta terça-feira (3). Durante o fenômeno, que teve início às 5h44min e terá a fase total às 9h02min, a Lua ganha uma tonalidade vermelho-alaranjada intensa, criando o efeito conhecido como “Lua de Sangue”.
Ao longo da fase de totalidade, o satélite natural deixa o brilho prateado característico e passa a exibir tons de cobre e vermelho escuro, sobretudo para observadores do céu na Ásia, Austrália, Ilhas do Pacífico e nas Américas.
O fenômeno ocorre quando a Terra se posiciona diretamente entre o Sol e a Lua. Nesse alinhamento, o planeta projeta sua sombra sobre a superfície lunar, bloqueando a luz solar direta e provocando o aspecto carmesim (avermelhado).
Por que a Lua fica vermelha no eclipse?
A coloração que dá origem ao nome “Lua de Sangue” aparece apenas durante o eclipse lunar total. Quando a Terra se interpõe entre o Sol e a Lua, a sombra terrestre encobre o satélite e produz uma espécie de “apagão” lunar.
Sem receber luz solar direta, a Lua passa a refletir tons avermelhados e alaranjados filtrados pela atmosfera da Terra, o que explica a aparência intensa e diferente da habitual.
Eclipses do ano
O calendário astronômico ainda inclui outros dois eclipses em 2026: um solar e outro lunar. Em eclipses solares, a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol; nos lunares, é a Terra que projeta sua sombra sobre a Lua.
O primeiro eclipse solar anular ocorreu no dia 17 de fevereiro. O chamado "anel de fogo" ficou visível na Antártida. No Brasil, foi observado parcialmente, em algumas regiões.
As datas previstas para os próximos eclipses
- 12 de agosto: eclipse solar total, com faixa de totalidade passando por regiões como Groenlândia, Islândia e Espanha
- 27 para 28 de agosto: eclipse lunar parcial, também observável no Brasil a olho nu.


