
Uma sequência incomum de erupções solares de grande intensidade foi registrada nos últimos dias por satélites da Nasa. Em menos de 72 horas, ao menos cinco explosões de classe X — o nível mais alto na escala de erupções solares — ocorreram em uma mesma região ativa do Sol, chamada AR 4366.
Parte do material expelido deve atingir a Terra entre quinta (5) e sexta-feira (6), mas sem previsão de impactos significativos, informou a CNN.
A erupção mais recente aconteceu na terça-feira (3) e foi classificada como X1.5. Desde domingo (1º), foram cinco eventos de grande porte: X1.0, X8.1, X2.8, X1.6 e X1.5. A mais forte delas, a X8.1, chamou a atenção dos cientistas por ter provocado a ejeção de material solar em direção ao planeta.
A nuvem de partículas deve alcançar a Terra nos próximos dias. Apesar da expectativa de efeitos fracos, as erupções desse tipo podem causar interferências temporárias em comunicações de rádio, sinais de navegação, redes elétricas e representar riscos para astronautas. O fenômeno também pode intensificar a ocorrência de auroras boreais.
O que são erupções solares?
Erupções solares fazem parte da atividade natural do Sol e ocorrem com frequência. No entanto, a ocorrência de várias explosões intensas da classe X em um curto intervalo de tempo é considerada rara.
As erupções são classificadas de acordo com sua intensidade:
- Classe X: as mais fortes, com grande liberação de energia e radiação. Podem afetar satélites, comunicações e gerar auroras intensas. A escala vai de X1 em diante
- Classe M: de intensidade média, podem causar interrupções pontuais em comunicações por rádio
- Classe C: pequenas, com poucos efeitos perceptíveis na Terra
- Classe B: 10 vezes menores que as de classe C
- Classe A: as mais fracas, sem consequências detectáveis


