
A função de criação de imagens do Grok, assistente de Inteligência Artificial (IA) da rede social X, foi desativada nesta sexta-feira (9) para não assinantes.
A medida ocorre em meio às críticas recentes após o sistema gerar imagens falsas e sexualmente explícitas de mulheres e menores de idade.
As imagens, criadas por meio da edição de fotos ou vídeos de pessoas reais para que parecessem nuas, provocaram protestos em todo o mundo.
Quando os usuários do X acessaram o Grok nesta sexta-feira, o assistente respondeu:
"A geração e a edição de imagens estão atualmente reservadas aos assinantes pagos. Você pode assinar para desbloquear essas funções".
Ou seja, apesar da polêmica, a função segue funcionando para quem assina os pacotes da rede social.
Medida cautelar
A Comissão Europeia anunciou na quinta-feira (8) a imposição de uma medida cautelar ao X após o escândalo relacionado às imagens sexualmente explícitas de menores geradas pelo Grok.
O órgão disse ter emitido uma "ordem de retenção", uma medida legal que obriga o X a "preservar todos seus documentos internos relacionados ao Grok até o final de 2026", declarou um porta-voz à imprensa.
No início de dezembro, a União Europeia multou o X em 120 milhões de euros (R$ 753 milhões) por descumprir a Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês), apesar de reiteradas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusa o bloco europeu de atacar as gigantes tecnológicas norte-americanas com sua legislação digital.
Na terça-feira (6), o governo britânico instou o X a encontrar uma solução "urgente" para evitar a proliferação de imagens falsas "repugnantes" de mulheres nuas e de menores geradas pelo Grok.
— O que vimos online nos últimos dias é absolutamente repugnante e inaceitável em qualquer sociedade que se preze — declarou Liz Kendall, ministra de Tecnologia do governo trabalhista de Keir Starmer.





