
Um meteoro bólido explodiu, na madrugada desta segunda-feira (10), e caiu sobre a divisa do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, na região norte — próximo ao município de Lajes. O Observatório Espacial Heller & Jung, em Taquara, registrou o evento astronômico.
O meteoro entrou na atmosfera a uma altitude de 89,7 km e explodiu produzindo intensa luz sobre a região. A explosão durou 2,4 segundos.
Uma nova tecnologia do observatório possibilita identificar as propriedades químicas dos meteoros. Neste caso, a análise mostrou que o meteoro tem muito mais sódio do que magnésio.
Também foi confirmada a presença clara de ferro e traços de níquel, metais que costumam aparecer juntos e são típicos das rochas espaciais.
Esses metais dão resistência ao meteoro e fazem com que, ao entrar na atmosfera, ele brilhe com tons laranjas e brancos. A grande quantidade de sódio, combinada com o magnésio e o ferro, mostra que esse corpo celeste é feito de uma mistura de metal e rocha, característica dos meteoroides condritos.
A análise dos elementos também revela que o material ainda é jovem e pouco exposto ao calor do Sol, devido a localização de sódio intenso em suas propriedades. De acordo com o observatório, é possível que ele tenha se desprendido recentemente de um asteroide-mãe.
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O que é um meteoro bólido
Os meteoros bólidos recebem essa nomenclatura pelo brilho elevado, principalmente quando entram na atmosfera e começam a queimar, ao produzir calor durante o processo de ablação.
O nome bólido, de modo geral, está associado à imagem de bola de fogo e à luminosidade que ele tem ao ser percebido a olho nu. Após extinguir, é comum que os meteoros se fragmentem em meteoritos, os quais podem ser encontrados no solo.
Os mais luminosos têm capacidade de clarear o céu noturno, tal como se fosse dia. Segundo Jung, o fato de o meteoro, registrado na terça, ter caído sobre o mar mitigou os impactos do fenômeno.

