
Uma nova espécie de dinossauro que viveu na Argentina há cerca de 70 milhões de anos foi descoberta recentemente por uma equipe internacional de paleontólogos. E para a surpresa dos pesquisadores, ossos de um crocodilo foram encontrados em meio a mandíbula do recém-descoberto megaraptor Joquinraptor casali.
O fóssil foi encontrado no sítio Valle Joaquín, na província de Chubut, região central da Patagônia. Além do crânio, também foram descobertas algumas costelas, vértebras, braços e pernas do dinossauro.
A pesquisa publicada terça-feira (23) na revista científica Nature Communications indica que a espécie viveu entre 70 e 66 milhões de anos atrás, na período Cretáceo da Era Meszoica.
Além de fazer referência ao local onde foi encontrado, o nome da espécie também homenageia o filho de Lúcio Ibiricu, paleontólogo do Instituto Patagônico de Geologia e Paleontologia, na Argentina e principal autor do estudo.
Grande predador
Embora o fóssil não tenha sido totalmente descoberto, os pesquisadores estimam que o Joaquinraptor tinha aproximadamente sete metros de comprimento e pesava mais de uma tonelada.
Seus dentes pontiagudos e afiados apontam que a espécie era carnívora e possivelmente ocupava uma posição de superioridade na cadeia alimentar.
Uma de suas principais características eram as suas garras, longas e curvadas – fotos presentes no estudo mostram que eram maiores que uma mão humana. O dinossauro também tinha braços fortes e um focinho alongado.
O conjunto de características pode indicar que o dinossauro "agarrava" suas presas, conforme o estudo.
Última refeição?
Apesar dos indícios indicarem que o Joaquinraptor era carnívoro, os pesquisadores ainda não esclareceram se o braço de crocodilo encontrado em meio à sua mandíbula significa que ele comeu o animal. Existe a possibilidade de ser uma coincidência, com os restos mortais dos animais tendo sido misturados pela água que banhava a região.
Porém, Ibiricu argumenta que apenas o fêmur e o braço do crocodilo foram encontrados, o que, segundo ele, pode significar que o animal realmente foi a última refeição do Joaquinraptor.
— Este é um aspecto sensacional da descoberta. Imagino que possa constituir um instantâneo fotográfico da interação ecológica entre dois grupos predadores diferentes — disse ao National Geograpich.



