
Os lendários modems de internet da AOL (America Online), que acompanharam os primeiros passos da web, serão desativados em 30 de setembro, anunciou a companhia americana.
"A AOL avalia periodicamente seus produtos e serviços e decidiu descontinuar o acesso à Internet por conexão telefônica", declarou a antiga estrela da internet em uma nota em seu blog.
A companhia não especificou quantos usuários foram afetados pela interrupção deste serviço. Segundo o veículo americano CNBC, AOL tinha 2,1 milhões de clientes de modems em 2015, um número que caiu para alguns milhares em 2021.
Nostalgia
Com seus pequenos dispositivos, conectados a um telefone e a um computador, e suas assinaturas comercializadas desde meados da década de 1990, a empresa impulsionou o auge da internet em muitos países.
Reconhecidos por seu ruído característico, uma mistura de estalos e apitos agudos, os modems permitiam que os usuários se conectassem à internet numa época em que a web era então composta principalmente de páginas estáticas e textos.
No entanto, com a aceleração dos avanços tecnológicos no setor de telecomunicações, os provedores de acesso à internet optaram por tecnologias mais rápidas, como ADSL e, mais tarde, fibra óptica e 5G.
Em 2017, a AOL já havia despertado a nostalgia de muitos usuários antigos ao fechar seu serviço de mensagem instantânea AIM, lançado em 1997.
No Brasil, tecnologia caiu em desuso em 2018

A era da internet discada no Brasil teve início em 1995, com acesso via linha telefônica e velocidade de até 56 kbps. Popular nos anos 1990 e 2000, marcou a inclusão digital, apesar das limitações técnicas e custos elevados. O som da conexão virou ícone cultural. A partir dos anos 2000, a chegada da banda larga e do ADSL acelerou sua decadência. Em 2018, apenas 0,2% dos lares ainda usavam o modelo. Hoje, é lembrança nostálgica de uma revolução digital que abriu caminho para o Brasil conectado.



