
Após mais de duas décadas no ar, o Skype será desativado nesta segunda-feira (5), após 22 anos no ar. Com isso, aplicativos como Microsoft Teams, Google Meet e Zoom se consolidam como alternativa para videochamadas.
Ao comunicar os usuários sobre o fim da ferramenta, em fevereiro de 2025, a Microsoft confirmou a sincronização do conteúdo do Skype para o Teams.
Assim, contatos, grupos e mensagens irão aparecer na plataforma sucessora automaticamente, assim que o usuário fazer login.
Migração para o Teams
Segundo o Canal Tech, a empresa oferece uma alternativa para exportar os dados do Skype, lançado em 2013, e que na época simplificou as chamadas de vídeo pela internet.
Assim, até janeiro de 2026 um serviço será disponibilizado para usuários do antigo aplicativo salvarem suas informações.
“Seus dados do Skype estarão disponíveis até janeiro de 2026 para você exportar ou excluir. Se você fizer logon no Microsoft Teams Free até lá, sua chamada do Skype e o histórico de chat estarão disponíveis para você. Se você não tomar nenhuma ação, seus dados do Skype serão excluídos em janeiro de 2026”, diz a página da Microsoft.
22 anos do Skype
Criado em 2003, o Skype revolucionou o setor de telecomunicações no início dos anos 2000. A plataforma conquistou milhões de usuários no mundo todo oferecendo chamadas de áudio e vídeo. Em 2011, a Microsoft adquiriu a plataforma por US$ 8,5 bilhões, sua maior compra na época.
O serviço perdeu relevância nos últimos anos, especialmente com o crescimento de plataformas similares e mais eficientes como o Zoom e Google Meet. No período, a Microsoft também priorizou o desenvolvimento do Teams, aplicativo com a mesma finalidade do Skype, porém mais intuitivo e leve.
Tecnologia obsoleta
A empresa atribui parte da queda de utilização do Skype à inadequação de sua tecnologia para a era dos smartphones. Durante a pandemia, a Microsoft intensificou a integração do Teams com outros programas do Office, relegando o Skype a um plano secundário e buscando atrair principalmente usuários corporativos.
Império sob declínio
Quando foi incorporado pela Microsoft, o serviço contava com cerca de 150 milhões de usuários mensais. Em 2020, esse número havia caído para aproximadamente 23 milhões, apesar de um leve aumento durante a pandemia.


