
A Polícia Civil prendeu na manhã desta sexta-feira (2) em Nova Santa Rita, na Região Metropolitana, o suspeito do latrocínio de um idoso ocorrido em Gravataí. Maurício Gomes Dutra, 69 anos, foi encontrado morto na própria residência na madrugada de quarta-feira (30).
Segundo a Polícia Civil, o investigado foi encontrado numa clínica de reabilitação, onde ele havia se internado na tarde posterior ao crime. A localização e a prisão foram realizadas pela Polícia Civil com o apoio da Brigada Militar.
O suspeito, que ainda não teve o nome divulgado, foi identificado a partir de imagens de câmeras de segurança. Nos vídeos, divulgados pela Polícia Civil nesta semana, o suspeito aparece caminhando nas proximidades da casa da vítima.
O crime aconteceu na Rua Coronel Fonseca, no centro da cidade. A Brigada Militar foi acionada pouco antes das 6h para atender à ocorrência. De acordo com a Polícia Civil, a vítima teve o último contato com uma cuidadora que estava na residência por volta das 4h15min.
A mulher relatou aos policiais que, algum tempo depois, viu um homem sair de um dos quartos e fugir. Depois, ela encontrou Maurício já caído no pátio, com ferimentos na cabeça. Conforme a polícia, a casa estava aberta e tinha objetos revirados.
Segundo o delegado Wagner Dalcin, responsável pela investigação, foram levados da casa objetos da cuidadora e do idoso. Foram roubados um celular, dinheiro e um cartão de crédito.
Segundo a polícia, as roupas (uma jaqueta azul) e as características físicas do homem registrado no vídeo coincidem com a descrição repassada pela cuidadora sobre quem fugiu da casa naquela madrugada.
"Era um ser de luz para nós"

A morte de Maurício causou comoção em Gravataí. Ele morava na residência com a mãe e uma cuidadora. De acordo com a família, ele tinha deficiência intelectual. Ele foi o primeiro aluno da Apae de Gravataí.
— O Maurício era uma pessoa muito querida aqui em Gravataí, no centro de Gravataí. Ele tinha muitos amigos. Era um gremistão — descreve o sobrinho Rafael Dutra, 44 anos.
Entre os gostos dele, um dos irmãos, Alexandre Dutra, 71 anos, destaca a igreja: Maurício era frequentador fiel. Nas palavras do irmão, era carismático e carinhoso com todos.
No dia a dia, segundo ele, Maurício já havia ajudado voluntariamente em lugares como uma pizzaria e uma imobiliária.
— Está todo mundo acabado, porque ninguém acredita — afirmou, sobre a partida do irmão.
Analete Bervig, 58 anos, uma das vizinhas da residência, conta que era amiga de Maurício desde a infância e que ele costumava participar dos eventos da família dela.
Outra lembrança que tem é dos dias de jogos da dupla Gre-Nal, quando os dois "brigavam" sobre terem colocado bandeiras opostas nas casas.
— O Maurício era um ser de luz para nós. Alegre, sempre aqui na frente (da casa), conversando com todo mundo —ressalta.





