A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (10) 14 suspeitos de integrarem um grupo criminoso que teria atuação no bairro Rio Branco, em Canoas, na Região Metropolitana. Os investigados usariam imóveis em Santa Catarina, especialmente em Florianópolis, para lavar o dinheiro do crime.
Oito suspeitos foram presos preventivamente no Rio Grande do Sul e seis em Santa Catarina. Outros três alvos já estavam no sistema prisional. Os nomes deles não foram divulgados. Os crimes investigados são tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Durante a operação, foram apreendidos uma mala com dólares, possivelmente falsos, armas, três carros e um jet ski. A ação, coordenada pela 4ª Delegacia de Polícia de Canoas, com apoio da polícia de Santa Catarina, mobiliza cerca de 120 agentes, além de helicópteros.
Investigação
Segundo a investigação, os integrantes tinham funções definidas dentro da organização, envolvida em crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
A investigação apontou "absoluta incompatibilidade" entre a renda declarada e a capacidade econômico-financeira dos alvos. Os principais investigados teriam movimentado cerca de R$ 8,8 milhões entre 2020 e 2025, valor que a polícia afirma ir "além das possibilidades dos alvos", que seriam inclusive beneficiários de programas assistenciais, como o Bolsa Família.
De acordo com a Polícia Civil, a facção está envolvida em conflitos recentes nos bairros Rio Branco e Niterói, em Canoas, motivados pela disputa por pontos de tráfico de drogas.
A investigação começou após a prisão em flagrante de uma mulher. Na ocasião, foram apreendidas drogas, dinheiro, anotações relacionadas ao tráfico e comprovantes de pagamentos de cartões de crédito que somavam mais de R$ 200 mil.


