A Polícia Civil concluiu sem indiciamentos o inquérito sobre a morte da mulher de 80 anos que caiu da janela do segundo andar de um prédio na Rua Almirante Barroso, bairro Floresta, em Porto Alegre. O caso ocorreu na madrugada do dia 18 de agosto.
O inquérito foi enviado ao Ministério Público na última quinta-feira (10) e não encontrou elementos que indicam que ela foi jogada da janela. Também não foi possível comprovar se ela caiu efetivamente ou se jogou.
O filho dela, um homem de 49 anos, foi preso na ocasião suspeito de ter cometido o crime. O inquérito policial foi concluído — descartando a investigação inicial por feminicídio — e seu relatório foi juntado aos autos no dia 10 de setembro. Embora a defesa reforce que ele não pôde comparecer ao enterro da própria mãe e esteja trabalhando ativamente por sua soltura (inclusive com contato direto junto ao cartório e a expectativa de manifestação do Ministério Público), o investigado segue preso na Penitenciária Estadual de Canoas I (PECAN I), onde recebe atendimento médico adequado, enquanto aguarda os desdobramentos judiciais.
Agora, o Ministério Público decide se arquiva o caso ou pede novas investigações.
O caso
Na manhã do dia 18 de agosto, a Brigada Militar foi acionada pela síndica do condomínio onde vivia a vítima após encontrar sangue no corredor do prédio. Ao assistir às imagens das câmeras de segurança, ela viu uma pessoa caindo pela janela por volta das 4h.
Moradores também teriam ouvido gritos de uma mulher durante a noite. Nenhuma viatura havia sido chamada no momento do fato.
A ocorrência foi registrada pela Brigada Militar como violência doméstica e atendida por policiais do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), responsável pela área central da Capital.
A investigação foi feita pela 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).




