Um grupo suspeito de transportar e comercializar drogas sintéticas em boates de Porto Alegre e Alvorada, na Região Metropolitana, foi alvo de uma operação policial na manhã desta quinta-feira (10). Dezessete pessoas estão na mira de mandados de prisão preventiva, incluindo um homem de Florianópolis (SC) apontado como responsável pelo encaminhamento das drogas de Santa Catarina para o Rio Grande do Sul.
Também foram cumpridas 14 ordens judiciais de busca e apreensão domiciliar e veicular. As ações ocorreram em Gravataí, Alvorada, Cachoeirinha, Porto Alegre e Florianópolis. Ao menos sete pessoas foram presas pela Operação Backstage.
— A ação é fundamental para sufocar o fluxo financeiro da organização, interromper a distribuição de substâncias ilícitas na região e efetuar a prisão dos envolvidos — afirma o delegado Ewerton de Melo Sousa, titular da 1ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (Din), do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), responsável pela operação.
O esquema
- Conforme a investigação da Polícia Civil, diferentes drogas sintéticas — como ecstasy, MDA e LSD — eram transportadas de SC para o RS pelo grupo criminoso
- Em solo gaúcho, a quadrilha realizava o fracionamento dos entorpecentes e, posteriormente, vendia-os em casas noturnas de Alvorada e Porto Alegre
- A investigação mapeou que a venda ocorria em pelo menos três estabelecimentos, sendo dois em Alvorada e um na Capital
- Alguns integrantes do grupo criminoso também forneciam drogas via telentrega
A investigação
O esquema foi descoberto após a prisão em flagrante de um homem de 39 anos em dezembro. Ele foi localizado no bairro Piratini, em Alvorada, com porções de cocaína escondidas no painel do carro. De acordo com a Polícia Civil, as drogas estavam fracionadas e acondicionadas, prontas para a comercialização.
— Durante a busca realizada no veículo, os policiais encontraram, na parte inferior do painel, um dispositivo tipo um botão que, ao ser acionado, causava o desencaixe do painel multimídia. Quando tirava o painel, dava acesso a um compartimento oculto onde ele escondia drogas — detalhou o delegado Sousa.
Após a prisão, a polícia solicitou a quebra do sigilo telefônico e telemático do celular apreendido com o homem. A partir disso, foi possível mapear diálogos, imagens e vídeos relacionados à venda e distribuição de drogas por telentrega.
Também foi identificado um grupo criminoso que fazia a venda de drogas sintéticas, especialmente ecstasy, no interior de casas noturnas. A investigação segue para tentar verificar se há outros envolvidos na trama criminosa e se as casas noturnas tinham conhecimento dos fatos.


