
O homem acusado de matar a enteada Alice Levandoski Nitz, de 14 anos, virou réu nesta quinta-feira (10). Wagno Arezi Henika responderá por feminicídio. O crime ocorreu em Encantado, no Vale do Taquari.
Segundo a acusação, o crime aconteceu em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O Ministério Público aponta que Wagno atacou a adolescente com golpes de martelo e faca após uma discussão relacionada a questões financeiras.
A denúncia foi aceita pela juíza Vanessa Azevedo Bento, titular da 1ª Vara Judicial de Encantado. O acusado permanece preso preventivamente.
O crime ocorreu em 17 de agosto. Na época, Wagno estava separado havia cerca de um mês da mãe de Alice, com quem manteve um relacionamento por 13 anos.
De acordo com a denúncia, o padrasto atingiu a adolescente com golpes de martelo e, em seguida, usou uma faca para atacá-la repetidas vezes. Para o Ministério Público, Alice estava desarmada e foi surpreendida em um ambiente fechado, sem possibilidade de defesa. Ela morreu no local.
Conforme a investigação, depois do crime, Wagno teria comunicado a familiares que havia matado a adolescente e deixado o local antes da chegada da Brigada Militar. Ele foi preso preventivamente no dia seguinte, na casa onde ocorreu o crime, no bairro Jardim do Trabalhador. À Polícia Civil, confessou ter matado Alice.
Próximas etapas
Após o recebimento da denúncia, a ação penal foi instaurada. Wagno será notificado e terá prazo de 10 dias para apresentar sua defesa à acusação.
Depois da manifestação da defesa, o processo entra na fase de produção de provas, que pode incluir depoimentos de testemunhas e o interrogatório do réu. Ao final dessa etapa, a Justiça decidirá se existem elementos suficientes para submetê-lo ao Tribunal do Júri.
O julgamento por júri popular ainda não está confirmado. Por se tratar de feminicídio, Wagno poderá ser levado ao Tribunal do Júri caso a Justiça decida por sua pronúncia.
A defesa de Wagno foi procurada, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem.
