A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (7) um homem, de 25 anos, suspeito de atacar mulheres nas ruas de Porto Alegre com uma faca.
Ele é investigado pela 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) pelos crimes de tentativa de feminicídio e estupro.
Segundo a delegada Thais Dequech, da 1ª Deam, no dia 30 de julho, um criminoso atacou uma mulher que estava na rua, nas proximidades de um hospital, no bairro Santana. Ela aguardava na calçada, quando o criminoso se aproximou de bicicleta. Ele usou uma faca para atingir a mulher no peito. O ataque foi registrado por uma câmera de segurança.
— Foi completamente aleatório. A vítima nem mora em Porto Alegre, estava acompanhando a mãe em um atendimento médico e não conhece ele. Mas foi direcionado a essa vítima pelo fato de ser mulher — disse a delegada.

A mulher teve um ferimento no tórax e precisou permanecer em atendimento hospitalar ao longo do dia e depois foi liberada. Por este caso, ele é investigado pelo crime de tentativa de feminicídio, por ter colocado a vida da vítima em risco.
Segundo a delegada, o mesmo homem é suspeito de um outro caso ocorrido um dia antes, no bairro Bom Fim. Neste fato, uma jovem relatou que caminhava pela rua quando passou a ser seguida por um homem numa bicicleta. A vítima contou que o homem tentou lhe abordar puxando conversa. Logo depois, ele teria mostrado os órgãos genitais e começado a se masturbar.
A jovem chegou a usar spray de pimenta para afastar o agressor. O homem, no entanto, usou uma faca para ameaçar e constranger a vítima a observá-lo. O entendimento da delegada é que neste caso houve o crime de estupro:
— Nos dois casos, ele estava de bicicleta com essa bag de entrega.
O suspeito foi preso de forma preventiva, no bairro Santa Cecília e, nesta tarde, está sendo ouvido pela Polícia Civil.
O nome dele não foi divulgado pela polícia. A investigação não descarta que outras mulheres possam ter sido vítimas do mesmo homem.
— É muito importante que, se outras mulheres forem vítimas, busquem ajuda e registrem — afirmou.
Como pedir ajuda
Brigada Militar – 190
- Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.
Polícia Civil
- Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.
- Em Porto Alegre, a Delegacia da Mulher na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências).
- As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado. Confira a lista neste link.
Delegacia Online
- É possível registrar o fato pela Delegacia Online, sem ter que ir até a delegacia, o que também facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência.
Central de Atendimento à Mulher 24 Horas – Disque 180
- Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A Central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.
Defensoria Pública – Disque 0800-644-5556
- Para orientação quanto aos seus direitos e deveres, a vítima poderá procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a).
Centros de Referência de Atendimento à Mulher
- Espaços de acolhimento/atendimento psicológico e social, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência.
Ministério Público do Rio Grande do Sul
- O Ministério Público do Rio Grande do Sul atende o cidadão em qualquer uma de suas Promotorias de Justiça pelo Interior, com telefones que podem ser encontrados no site da instituição.
- Neste espaço é possível acessar o atendimento virtual, fazer denúncias e outros tantos procedimentos de atendimento à vítima. Para mais informações clique neste link

