
A investigação sobre o desaparecimento de um homem em Porto Alegre levou a Polícia Civil a descobrir um esquema de entrega de drogas. Em 1º de maio, Wesley Gonçalves de Oliveira, 26 anos, sumiu do bairro Restinga, no extremo-sul da Capital. O corpo dele foi encontrado um mês depois, enterrado no pátio da residência onde moravam os principais suspeitos do crime.
Nesta terça-feira (11), operação contra o grupo que estaria envolvido nesse e em outros crimes prendeu 15 suspeitos, sendo que um deles em flagrante.
A ofensiva é coordenada pela Delegacia de Polícia de Investigação de Pessoas Desaparecidas do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em conjunto com policiais do Comando de Policiamento da Capital (CPC) da Brigada Militar.
Segundo a delegada Mariana Studart, responsável pela investigação, durante o aprofundamento das apurações do desaparecimento de Wesley foi constatada a atuação de uma organização criminosa estruturada para a venda de drogas no modelo de telentrega.
As investigações apontam que o grupo criminoso comercializava diversos tipos de entorpecentes, incluindo variedades de maconha, haxixe, cocaína e drogas sintéticas, como ecstasy, utilizando o sistema de entrega para a distribuição.
Sobre o homicídio, conforme a polícia, a morte teria sido motivada por um desentendimento da vítima com um dos executores.
A operação
A operação cumpriu 14 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão. Em Porto Alegre a ofensiva foi realizada nos bairros Morro Santana, Aberta dos Morros, Hípica, Restinga, Petrópolis, Partenon, Cristo Redentor, Passo da Areia, Sarandi, Vila João Pessoa e Cascata, entre outros.
Das ordens de prisão, quatro são relacionadas ao homicídio da vítima e 10 por envolvimento com o tráfico de drogas.
Mandados foram cumpridos ainda em Canoas, Caxias do Sul e Florianópolis, em Santa Catarina. A investigação apura os crimes de homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa.




