A Polícia Civil realiza nesta quinta-feira (9) uma ofensiva contra uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e ao comércio ilegal de armas de fogo no Vale do Rio Pardo.
A Operação Breu cumpre 34 mandados de busca e apreensão, além de 23 ordens de prisão temporária. Até o momento, 18 pessoas foram presas.
A ação ocorre nas cidades de Santa Cruz do Sul, Vera Cruz, Rio Pardo, Santa Maria, Montenegro, Venâncio Aires e Charqueadas, incluindo dentro de penitenciárias. Além das residências dos investigados e das celas prisionais, estabelecimentos comerciais também são alvo de buscas.
A ação é da 3ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico (3ª DIN), do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), em conjunto com a Delegacia Regional de Santa Cruz do Sul.
— O Denarc tem um olhar atento para esses grupos criminosos, observa constantemente as suas movimentações e, no momento em que observamos esta migração para o interior do Estado, realizamos contato permanente com as delegacias regionais, uma interlocução qualificada que garante esse trabalho de repressão ao narcotráfico — afirmou o diretor do Denarc, delegado Carlos Wendt.
Investigação
A apuração policial teve início em janeiro de 2025, a partir da prisão em flagrante de um homem em Santa Cruz do Sul, com grande quantidade de maconha. Na ocasião, a droga foi apreendida assim como o celular do suspeito. O aparelho passou por perícia e evidenciou um esquema ilegal envolvendo venda de entorpecentes e armas no Vale do Rio Pardo.
Também foram encontradas mensagens dos criminosos chamando maconha de "breu" — nome da operação desta quinta-feira.
A investigação revelou um grupo organizado, operando de forma coordenada e com divisão de funções, como liderança, logística, distribuição de drogas e movimentação financeira. Também foram identificados indícios de atuação paralela no comércio ilegal de armas de fogo, com negociação do armamento entre os integrantes da organização.
Os criminosos usavam diferentes imóveis em localizações estratégicas para armazenar e distribuir entorpecentes. Além disso, realizavam movimentações financeiras por meio da conta bancária de terceiros, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos valores.
Durante o período investigado, cerca de meia tonelada de droga foi movimentada pelo grupo, assim como aproximadamente R$ 1 milhão provenientes de atividades ilegais. As investigações seguem em andamento e novas diligências poderão ser realizadas.




