
Dois homens foram presos em flagrante durante a Operação Trampo, da Polícia Civil, nesta quarta-feira (22). Eles são apontados como gerentes de esquema criminoso que praticava lavagem de dinheiro a partir de golpes financeiros.
Os dois foram detidos em flagrante por posse de arma de fogo nos municípios de Gravataí, na Região Metropolitana, e Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
Uma das trapaças aplicadas pelo grupo, segundo a polícia, era o golpe do falso investimento, no qual a vítima passava dinheiro aos criminosos, acreditando estar aplicando o dinheiro em um banco.
O esquema contava com a participação de laranjas — que emprestavam contas bancárias —, e se apropriavam de parte do lucro para beneficiar líderes da organização. A suspeita é de ligação com uma facção criminosa.
A operação focou nesses laranjas, que devem responder por lavagem de dinheiro, e nos gerentes que recebiam esses valores.
Segundo a investigação, os golpes foram aplicados em vítimas no Distrito Federal, Tocantins, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo.
Ao longo da manhã, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cinco cidades gaúchas: Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada e Porto Alegre, na Região Metropolitana, Torres, no Litoral Norte. A ação é coordenada pela 2ª Delegacia de Polícia de Gravataí.
Vítima perdeu R$ 136 mil
Segundo a delegada Luana Medeiros, o grupo contava com diferentes células. Uma delas era formada por criminosos que planejavam e operavam golpes contra vítimas de todo o Brasil. A forma como eles enganavam as pessoas variava em cada caso.
Em um dos episódios, no Distrito Federal (DF), os golpistas se passaram por assessores de investimento e fizeram a vítima aplicar R$ 98 mil. Os criminosos teriam se apropriado do valor. Em outro caso, também no DF, a vítima perdeu R$ 136 mil após os golpistas conseguirem acesso a sua conta bancária. Como as ocorrências estão sendo investigadas pela polícia local, não foram repassados mais detalhes sobre esses casos.
O dinheiro obtido através desses golpes eram transferidos para laranjas, sem antecedentes criminais, que emprestaram a conta pessoal para obter o dinheiro. Eles ficavam com 5% do valor e repassavam o restante para os gerentes da organização. Na maioria dos casos, o dinheiro era sacado para dificultar o rastreamento. Dos 16 alvos, sete são identificados como laranjas.
— São pessoas que não têm envolvimento direto no crime, mas buscam dinheiro fácil. Muitos casos são atraídos por anúncios em redes sociais — afirma Medeiros.
Até o momento, a polícia já apreendeu 27 cartões bancários em nome desses laranjas. Também foi identificada uma empresa de fachada que atuava no esquema da mesma forma. A partir da operação e dos materiais apreendidos, a polícia irá buscar o destino do dinheiro.



