
Indignação e revolta marcaram o sepultamento de Denise Silva de Medeiros nesta terça-feira (7), em Estrela, no Vale do Taquari. Morta a tiros, ela foi encontrada pela Brigada Militar no apartamento em que morava, em Lajeado, na noite de domingo (5). O principal suspeito do crime é o ex-namorado, com quem ela havia rompido há seis meses.
— É muito difícil para a gente. Ela era a menor das meninas da casa, e ver os nossos pais enterrando um filho... Não deveria ser assim — desabafou Franciele, irmã da vítima.
— Uma menina de 21 anos. Imagina o quanto de tempo ainda não tinha, filhos para ter... Ele tirou esse sonho dela. Ele acabou com qualquer sonho que ela pudesse ter — acrescentou.
Violência contra a mulher
O clamor por justiça também ficou evidente nas declarações de familiares e amigos. Irmão de Denise, Samuel falou sobre a relação com o suspeito.
— Sempre que ele precisou, a gente esteve ali. Era um manipulador, um ciumento. Não tinha paz na vida dele e não queria deixar ela em paz. A prisão para ele é pouco.
Relembre o caso
Denise Silva de Medeiros, 21 anos, foi morta a tiros na noite de domingo (5). Ela foi encontrada pela Brigada Militar dentro do apartamento onde morava, no centro de Lajeado.
A polícia foi acionada pelos familiares, que não conseguiam contato com ela. O principal suspeito do crime é o ex-namorado, preso preventivamente na segunda-feira (6).
De acordo com a investigação, Denise e o investigado mantiveram um relacionamento de cinco anos e estavam separados há seis meses.
Natural de Estrela, a vítima havia se mudado recentemente para Lajeado. Segundo a família, o objetivo era ficar longe do ex-companheiro.
A Polícia Civil informou que Denise não tinha medida protetiva em vigor. Caso a investigação confirme o feminicídio, ela será a 42ª vítima deste tipo de crime no Estado em 2026.
Colaborou Rodrigo Ribeiro.








