
A Justiça autorizou que Mayanna Rodgers deixe a penitenciária onde está presa preventivamente desde o dia 10 de julho suspeita de omissão e tortura para participar do enterro do filho, Oliver Grayson, de 3 anos. O corpo do menino, morto no último dia 9 após ter sido espancado pelo pai, Dandre Jermaine Grayson, estava há quase duas semanas no Departamento Médico Legal (DML) e deixou o local na noite dessa segunda-feira (20).
A decisão foi tomada pela 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri e de Execução Criminal de Viamão, após pedido apresentado pela defesa. Mayanna está na penitenciária de Guaíba. O deslocamento será feito mediante custódia da polícia penal.
O sepultamento será custeado pela prefeitura de Viamão. A cerimônia deve ocorrer na tarde desta quarta-feira (22). O local da cerimônia não foi divulgado por questão de segurança.
Essa é a segunda decisão judicial favorável a Mayanna. Anteriormente, a Justiça também havia autorizado que a mãe comparecesse ao Instituto-Geral de Perícias para fazer o reconhecimento do corpo do filho, a pedido do Ministério Público. No entanto, segundo o órgão, o procedimento já havia sido realizado e o corpo foi liberado.
Investigação
Mayanna é investigada por suspeita de envolvimento no caso de violência contra a criança. O marido dela, Dandre Grayson, morava em Viamão com a família desde o ano passado. O casal, no entanto, já vivia no Brasil há cerca de nove anos.
Segundo a polícia, laudos da perícia confirmaram que ao menos outros dois filhos do casal apresentavam marcas de violência pelo corpo. Os quatro irmãos de Oliver estão sob os cuidados do Conselho Tutelar.
Contraponto
O que diz a defesa de Mayanna
A defesa de Mayanna Rodgers se manifestou por meio de nota:
A defesa técnica da investigada Mayanna Angelina Rodgers esclarece que foi deferido, no fim da tarde de ontem (segunda-feira, 20 de julho), o pedido para que ela possa comparecer ao sepultamento de seu filho. A decisão judicial determinou a adoção das providências necessárias para garantir a segurança durante a diligência.
O que diz a Polícia Penal
Por questões de segurança, a Polícia Penal não divulga informações sobre movimentações de pessoas privadas de liberdade no Rio Grande do Sul. Entretanto, cabe reforçar que para a efetivação das escoltas é realizado pela Instituição análise e planejamento com base em critérios técnicos de segurança, priorizando a integridade física das pessoas privadas de liberdade, dos servidores e da população nos locais por onde ocorrem os deslocamentos.

