
A Justiça determinou que Milena Tainá Ruppenthal Domingues, 29 anos, madrasta do filho do policial militar Cristiano Domingues Francisco, 39 anos, não se aproxime do menino.
Cristiano é réu pelo desaparecimento e morte da família Aguiar, em Cachoeirinha. Milena, atual companheira do policial, também é ré por participação nas mortes. O pedido da medida foi feito pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e deferido nesta sexta-feira (3).
O menino, de nove anos, está sob a guarda da avó paterna. Em maio, uma decisão da Vara de Família de Cachoeirinha negou que a guarda provisória do passasse a parentes da mãe da criança.
Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, mãe do menino, foi vista pela última vez no dia 24 de janeiro de 2026. No outro dia, os pais dela — Dalmira Germann de Aguiar, 70, e Isail Vieira de Aguiar, 69 —, saíram para procurá-la e também sumiram. Os corpos das vítimas ainda não foram localizados.
Cristiano é o principal acusado pelos desaparecimentos e mortes da família. Preso desde 10 de fevereiro, ele é réu por duplo feminicídio, homicídio, além de outros crimes.
Além Cristiano e da atual esposa, o irmão, Wagner Domingues Francisco, 31 anos, também respondem à Justiça por envolvimento nas mortes.
Contraponto
Em nota enviada à reportagem de Zero Hora, a defesa de Milena informou que "apresentou pedido de revogação das medidas cautelares de afastamento, em razão da ausência de elementos concretos, contemporâneos e de urgência da medida".
Ainda de acordo com o posicionamento, "os autos não contêm elementos inequívocos de violência doméstica e familiar" praticada contra a criança. A defesa completa que o "menor não integra como vítima em nenhum dos delitos que Milena foi denunciada".
"Constam apenas alegações genéricas, desprovidas de lastro concreto, fundadas essencialmente na gravidade abstrata dos fatos imputados a Milena, bem como na invocação de um suposto risco ao menor, sem a devida demonstração de elementos fáticos específicos que o sustentem", finaliza a nota.




