
A Justiça tornou ré, nesta terça-feira (9), a mulher de 37 anos que se passou por uma adolescente de 12 em Joinville, em Santa Catarina. Ela viveu durante 14 meses como filha adotiva na casa de uma família que a acolheu. Ela segue presa. As informações são do g1.
Amanda Maria Souza de Oliveira passará por exame de sanidade mental em 26 de junho. Ela é ré pelos crimes de falsa identidade e estelionato.
O crime foi descoberto em 2 de junho, quando a investigada foi presa na casa das vítimas que a haviam “adotado”. Em depoimento, Amanda confessou que aplicou o mesmo golpe em outros Estados.
O caso em Joinville
Segundo o g1, a golpista se apresentava como Gabriele e conheceu as vítimas ao se aproximar de uma comunidade religiosa. Ela relatava ter fugido do Pará por maus-tratos.
A criminosa passou a receber ajuda financeira da família que acabou se envolvendo emocionalmente com a "menina", conforme informações da Polícia Civil catarinense.
A família acolheu a mulher como filha adotiva durante 14 meses, com direito a um quarto com decorações e brinquedos infantis, remédios para emagrecimento e uma festa de comemoração para seu aniversário de "12" anos.
Conforme a apuração, ela teria dito que tinha 18 anos, experiência em panificação e que estava em busca de emprego. Com o passar do tempo, começou a relatar graves problemas de saúde, o que sensibilizou a família. Depois ela alterou sua história e disse que, na verdade, tinha apenas 11 anos, alegando ainda ter sido vítima de abusos.
A partir desse relato ela foi adotada pelo casal. Ela chegou a ganhar festa de aniversário dos "supostos" 12 anos, e fez tratamento para emagrecimento com Mounjaro.
Para justificar a aparência adulta, ela dizia ter sido forçada a fazer uso de hormônios durante abusos. Conforme a policia, a golpista tinha comportamentos infantilizados, usava mamadeiras, chupetas e teria um "cheirinho" para dormir, além de afinar a voz, forjar crises de pânico e simular carência para conseguir atenção.
Descoberta do golpe
O casal só procurou a polícia no final de maio, quando uma tia fez buscas na internet e encontrou reportagens sobre crimes que ela teria cometido em outros Estados.
O delegado Rodrigo Bueno Gusso disse ao g1 que a tia adotiva da suposta menina decidiu investigar por conta própria as histórias contadas pela mulher. A semelhança no modo de agir e as características físicas de Amanda reforçaram as suspeitas da parente.
Em 2023, ela já havia sido presa em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, após fingir ser uma adolescente para aplicar golpes, insinuando ser vítima de uma rede de prostituição e bruxaria.
