O primeiro-tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) da Polícia Militar paulista Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado na manhã deste sábado (27) em São Caetano do Sul (SP). O tenente é irmão de Eloá Pimentel, assassinada no sequestro mais longo da história de São Paulo.
Segundo a Polícia Militar, Pimentel foi atingido por vários disparos na Avenida Goiás durante uma tentativa de homicídio.
Ele foi socorrido por equipes de resgate e depois pelo helicóptero Águia. A PM informou que ainda tem localizar os autores do crime.
O caso Eloá foi o mais longo episódio de cárcere privado da história do estado de São Paulo, acompanhado em tempo real por todo o país. Em 13 de outubro de 2008, o auxiliar de produção Lindemberg Alves invadiu um apartamento em Santo André, onde quatro adolescentes estudavam, e fez reféns a ex-namorada Eloá, de 15 anos, a amiga dela Nayara Rodrigues da Silva e dois rapazes.
Os dois rapazes foram liberados no mesmo dia, mas as jovens permaneceram sob a mira de um revólver até a invasão do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), em 17 de outubro. Na ação, tiros atingiram Eloá e Nayara; Lindemberg foi detido sem ferimentos, mas Eloá morreu no dia seguinte.
Preso em flagrante no dia do crime, Lindemberg Alves foi condenado em 2012 a 98 anos e dez meses de prisão por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, cárcere privado e disparos de arma de fogo. Em 2013, a pena foi reduzida para 39 anos e três meses após recursos da defesa.
Atualmente, ele cumpre pena no regime semiaberto na Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, conhecida como P2 de Tremembé, no interior de São Paulo, presídio que abriga outros criminosos de casos de grande repercussão.
Neste ano, Lindemberg teve nova redução de pena de pouco mais de cem dias, resultado de trabalhos realizados na unidade prisional e da participação em cursos de capacitação e empreendedorismo. O benefício foi autorizado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).



