
"O Rio Grande do Sul diz não à violência contra a mulher e ao feminicídio". Essa é a campanha que será lançada neste fim de semana por meio de uma parceria entre a Central Única das Favelas do Rio Grande do Sul (Cufa RS) e o Banrisul Cultural. A iniciativa terá como base a liderança e a escuta direta de mulheres periféricas.
O objetivo é ampliar a prevenção, o enfrentamento à violência de gênero e promover atividades que dialogam diretamente com as comunidades, especialmente em territórios de maior vulnerabilidade social.
A ação deve impactar 100 mil pessoas em diferentes municípios gaúchos. O investimento é de R$ 2 milhões. Cada cidade definirá seu próprio cronograma de atividades.
Estão previstas iniciativas como uma pesquisa com coleta de dados em todo o Estado e a produção de uma cartilha que reunirá informações, dados e orientações sobre o tema.
— Essa é uma campanha construída de dentro para fora, com base na escuta direta de mulheres de favelas e periferias, que nos dirão o que sentem e o que passam. Para a pesquisa, queremos ouvir 5 mil vozes femininas — diz o presidente da Cufa RS, Júnior Torres.
Protagonismo periférico
Estão à frente da campanha 27 mulheres — entre líderes comunitárias, educadoras, empreendedoras, indígenas, ribeirinhas e comunicadoras — que desenvolvem diariamente ações de transformação social em seus territórios.
Cerca de 200 ações de sensibilização e capacitação estão previstas. As atividades incluem programas de qualificação profissional voltados para mulheres e iniciativas descentralizadas de geração de renda e autonomia financeira.
Nos próximos meses, também deve ser lançado um contato "0800" — canal gratuito para atendimento psicológico, assistência jurídica e de assistente social.
Violência contra a mulher
Salas Basta
Ao longo de um ano serão abertas as chamadas Salas Basta. Os locais serão estruturados em 14 cidades (veja abaixo) e receberão o público feminino para orientações e encaminhamentos para atendimentos e serviços diversos.
- Pelotas
- Santa Maria
- Passo Fundo
- Frederico Westphalen
- Caxias do Sul
- Iraí
- Esteio
- Canoas
- Porto Alegre
- São Leopoldo
- Alvorada
- Sapucaia do Sul
- Tramandaí
- Viamão
Ações presenciais e digitais
A veiculação da campanha ao longo deste fim de semana — 13 e 14 de junho — conta com distribuição de materiais informativos, entrega de flyers de conscientização e veiculação de peças de comunicação em diferentes pontos de Porto Alegre.
Paralelamente, uma estratégia digital ampliará o debate sobre prevenção à violência contra a mulher, direitos, acolhimento e canais de denúncia.
Como pedir ajuda
Brigada Militar – 190
- Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.
Polícia Civil
- Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.
- Em Porto Alegre, a Delegacia da Mulher na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências).
- As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado. Confira a lista neste link.
Delegacia Online
- É possível registrar o fato pela Delegacia Online, sem ter que ir até a delegacia, o que também facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência.
Central de Atendimento à Mulher 24 Horas – Disque 180
- Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A Central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.
Ministério Público
- O Ministério Público do Rio Grande do Sul atende em qualquer uma de suas Promotorias de Justiça pelo Interior, com telefones que podem ser encontrados no site da instituição.
- Neste espaço é possível acessar o atendimento virtual, fazer denúncias e outros tantos procedimentos de atendimento à vítima. Acesse o site.
Defensoria Pública - Disque 0800-644-5556
- A vítima pode procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a).
Disque 100 - Direitos Humanos
- Serviço gratuito e confidencial do Governo Federal, disponível 24 horas por dia, para proteção e denúncias de violações de direitos humanos.









