
A Força de Combate ao Narcotráfico da Bolívia prendeu nesta terça-feira (26) o traficante Gerson Palermo, um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região de Santa Cruz de La Sierra. Condenado a quase 126 anos de prisão, ele rompeu a tornozeleira eletrônica cinco horas após ter recebido o benefício de prisão domiciliar, em abril de 2020, e estava foragido desde então.
Segundo o g1, a prisão foi feita em cooperação com a Polícia Federal e a polícia boliviana especializada em narcotráfico. Há expectativa de que Palermo seja expulso do país vizinho.
A decisão que concedeu prisão domiciliar ao criminoso foi assinada pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Divoncir Schreiner Maran.
Histórico criminal
Palermo participou do sequestro de um Boeing 727 da antiga Vasp em agosto de 2000. O avião cumpria o trajeto de Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu a Curitiba e foi tomado por criminosos cerca de 20 minutos após a decolagem.
A aeronave foi forçada a pousar em Porecatu, no norte do Paraná. A quadrilha então roubou nove malotes do Banco do Brasil, com cerca de R$ 5,5 milhões. Pelo crime, Palermo foi condenado a 66 anos e nove meses de prisão.
Tráfico internacional de drogas
Em março de 2017, a Polícia Federal deflagrou a Operação All In com o objetivo de desmontar um esquema de tráfico internacional de drogas. Palermo foi apontado como um dos chefes do grupo.
Segundo a investigação, eles exportavam cocaína da Bolívia em aviões até Corumbá (MS), de onde a droga era levada em caminhões para outros Estados. A operação foi deflagrada em seis Estados e apreendeu 810 quilos da droga.
Pelos crimes de tráfico de entorpecentes e associação criminosa, Palermo foi condenado a mais 59 anos de prisão. Ao todo, as penas somam quase 126 anos.
Antes de receber o habeas corpus, ele cumpria pena em regime fechado no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande.



