
A Polícia Civil prendeu dois suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em furtos a apartamentos de alto padrão no bairro Rio Branco, em Porto Alegre. A Operação Troia foi deflagrada nesta quarta-feira (7), em São Paulo, onde os alvos foram localizados. Uma terceira investigada segue foragida.
Segundo o delegado Gustavo Silveira Pereira, responsável pela investigação e titular da 3ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, o grupo atuou em pelo menos duas invasões a apartamentos no mesmo bairro.
Foram levados dinheiro, joias, bolsas de luxo, bebidas e uma arma de fogo, com prejuízo estimado em mais de R$ 500 mil.
O crime que originou a operação ocorreu em 7 de março, quando a vítima saiu de casa por volta das 16h e, ao retornar às 19h, encontrou a porta danificada e o imóvel revirado.
Dinâmica dos crimes
A dinâmica do furto envolveu planejamento prévio. Por volta das 15h daquele dia, uma jovem bateu à porta do apartamento alegando procurar um suposto tio. Diante da negativa da moradora, foi embora.
A visita, no entanto, tinha outro objetivo: confirmar que a vítima estava em casa. Quando ela saiu, a suspeita voltou ao prédio acompanhada de outro integrante do grupo para cometer o furto.
O acesso ao edifício foi possível por meio de fraude no sistema de segurança. Um dia antes do crime, em 6 de março, um morador perdeu o acesso ao aplicativo do condomínio.
As investigações revelaram que criminosos ligaram para a empresa responsável pelo sistema e solicitaram a alteração do cadastro de uma suposta amiga desse morador.
Com isso, a suspeita registrou a própria face vinculada ao nome de outra pessoa e passou a ter entrada livre no prédio.
Prejuízo
Os bens levados do apartamento somam prejuízo considerável, estimado em mais de R$ 500 mil reais, sendo US$ 12 mil em dinheiro (cerca de R$ 59 mil, na cotação atual), R$ 7.380, joias diversas, bolsas de marca, incluindo uma Louis Vuitton, casacos de pele de vison, bebidas alcoólicas, como uísque e licores, além de um talão de cheques do Banco Santander.
Alguns dos itens foram recuperados pela Polícia Civil, entre eles a arma que havia sido roubada. Um veículo Mitsubishi ASX com placas clonadas, usado pelo grupo e com indícios de envolvimento em outros crimes patrimoniais, também foi apreendido.
A ação contou com o apoio da 4ª Delegacia de Investigações sobre Crimes Contra o Patrimônio, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo.
A investigação prossegue para identificar outros integrantes da organização, recuperar o restante do patrimônio e apurar possíveis conexões com grupos criminosos em outros estados.


