
Os cinco réus de uma chacina em Cidreira vão a júri nesta quinta-feira (9), no Foro de Tramandaí, no Litoral Norte. O crime aconteceu em abril de 2024 e deixou cinco mortos.
A sessão está marcada para começar às 9h, com previsão de duração de dois dias. Todos os réus estão presos e responderão ao interrogatório durante o julgamento. Também serão ouvidas em plenário 11 testemunhas, incluindo acusação e defesa.
Quatro dos réus responderão por cinco homicídios qualificados, com agravantes de recurso que dificultou a defesa e para assegurar a execução, ocultação, impunidade ou vantagem de outro crime. Eles também serão julgados pelos crimes de associação criminosa, três tentativas de homicídio qualificado, dois roubos majorados, incêndio e destruição de cadáveres. O quinto réu é acusado de associação criminosa.
O caso corre sob segredo de justiça e, em função disso, os nomes dos réus não foram divulgados pelo Judiciário. Procuradas, as equipes de defesa alegaram inocência dos réus ou preferiram não se manifestar. O espaço segue aberto para posicionamentos.
A acusação afirma que os crimes foram motivados por disputas relacionadas ao tráfico de drogas, com o objetivo de eliminar integrantes do grupo rival e assegurar a vantagem criminosa.
Relembre o caso
O crime aconteceu em 10 de abril de 2024. Segundo o Ministério Público, o grupo invadiu duas residências em Cidreira, por acreditar que os locais funcionavam como pontos de tráfico de drogas ligados a um grupo criminoso rival.
No primeiro endereço, os réus teriam matado Gian Cavalheiro Brisola, 19 anos; Luiz Alberto Xavier, 68; e Edison Moura Espíndola, 61. De acordo com a acusação, os homens também teriam roubado bens do local, incluindo um veículo, e deixado duas pessoas feridas.
Conforme o MP, os acusados atearam fogo no imóvel depois da invasão, o que teria resultado na carbonização dos corpos de duas das vítimas. Em seguida, os acusados teriam seguido para outro imóvel e matado Luiz Cláudio Canabarro Santos, 44, e Florindo Pedroso, 66.



