
Os dois últimos réus foragidos no caso de estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana, na zona sul do Rio, se entregaram à polícia nesta quarta-feira (4). Vitor Hugo Simonin, 18 anos, compareceu a delegacia ao lado de seu advogado às 11h, e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, também de 18, se apresentou no início da tarde.
Vitor Hugo é filho do ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, José Carlos Costa Simonin, exonerado do cargo nesta quarta-feira. De acordo com o advogado do jovem, ele confirma que estava no apartamento, mas nega ter cometido estupro contra a vítima.
A reportagem tenta contato com a defesa de Bruno.
Outros presos
Além dos dois, Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, se entregaram na terça-feira (3) e foram transferidos para o Presídio José Frederico Marques.
Em nota, a defesa de João Gabriel negou "com veemência" a ocorrência de estupro e emboscada. Afirmou que ele não tem nenhum histórico de violência e que, até o momento, não teve oportunidade de ser ouvido para se defender.
Eles são réus pelo crime, com o agravante de a vítima ser menor de idade e por cárcere privado.
A 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Com base no relatório final da polícia, os promotores destacaram “a violência empregada e a brutalidade dos atos sexuais praticados contra a vítima”.
Ainda há um menor de idade envolvido, porém sem ordem de apreensão contra ele. Segundo o MPRJ, ele é investigado em pelo menos dois casos de estupro coletivo.
O que aconteceu
Segundo o inquérito, a vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele na noite de 31 de janeiro, em Copacabana. O rapaz pediu que ela levasse uma amiga, mas a adolescente foi sozinha.
Ainda conforme a investigação, no elevador o jovem avisou que mais amigos estariam no local, mas ela recusou qualquer relação com eles. No apartamento, ela foi levada para o quarto pelo rapaz e, quando mantinham relação sexual, os outros quatro entraram no local. Ela pediu que não fosse tocada, mas os rapazes tiraram a roupa e todos a violentaram.
O adolescente que convidou a vítima, e que não teve a identidade divulgada por ser menor de idade, também é investigado por ato infracional análogo ao crime de estupro. O procedimento dele foi desmembrado para a Vara da Infância e Juventude.


