
O preso que fugiu do pátio do Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), em Porto Alegre, na sexta-feira (6), havia sido capturado em Gravataí pela Guarda Municipal por furto de veículo. Ele escapou depois de abrir a algema, supostamente escalar uma tela e acessar um muro, de onde teria pulado.
A dinâmica do que ocorreu ainda será investigada. Até o começo da tarde deste domingo (8), o foragido não havia sido recapturado.
A Polícia Civil e a Brigada Militar fazem buscas para tentar encontrá-lo. A polícia não revelou o nome do procurado.
O preso estava sob custódia de policiais civis de Gravataí. Ele havia sido capturado e autuado em flagrante por furto de carro na Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento do município da Região Metropolitana.
Diariamente, uma equipe de policiais faz o transporte dos presos para o Nugesp. Na sexta-feira, três agentes acompanharam sete presos para a Capital.
Conforme o delegado Cristiano Alvarez, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, em razão do calor, eles foram deixados esperando pelos trâmites para o ingresso no pátio e não em viaturas. Os sete estavam algemados uns aos outros, sendo que o homem que escapou estava em uma das pontas — ou seja, estava com uma das mãos livre.
Como ele conseguiu abrir a algema é um dos pontos a ser esclarecido na sindicância que foi aberta pela polícia. Ela foi encontrada perto da tela que o homem teria escalado para chegar a um muro.
Os policiais deram falta dele à tarde, quando chegou o momento do ingresso. No local, ele passaria por audiência de custódia em que o juiz decidiria se seria mantido preso ou ganharia liberdade.
No momento da fuga, segundo o Sindicato dos Agentes de Polícia do Estado (Ugeirm), o cenário era de superlotação. Conforme a entidade, pelo menos 11 viaturas aguardavam no pátio, com presos dentro dos veículos e sentados no chão.
Conforme a Polícia Penal, no entanto, esses presos esperavam para passar pelos trâmites de ingresso no Nugesp, ou seja, não haveria falta de vagas nas celas.
O Nugesp tem 708 vagas e, naquele momento, 640 estavam ocupadas. A Polícia Penal informou que "não havia superlotação no Nugesp no momento do fato, o que ocorreu foi a apresentação de significativo número de presos ao mesmo tempo".
"Cabe esclarecer que antes do ingresso no setor, a responsabilidade da custódia é da autoridade policial que apresenta o preso. À Polícia Penal cabem os trâmites de ingresso das pessoas presas no sistema prisional e, partir desse ingresso, pela custódia e vigilância desses indivíduos", diz o texto.
Até o começo da tarde deste domingo, 653 vagas estavam ocupadas no Nugesp. Os presos ficam no local até serem direcionados para uma casa prisional. A responsabilidade pela segurança no complexo do Nugesp, inclusive no pátio onde vários presos estavam, é da Polícia Penal.


