
O policial militar Cristiano Domingues Francisco, 39 anos, principal suspeito pelo desaparecimento da família Aguiar, em Cachoeirinha, teve a prisão temporária prorrogada por 30 dias, a contar de 12 de março.
Conforme o delegado Anderson Spier, que está à frente do caso desde o início das investigações, a decisão judicial saiu na noite de segunda-feira (9).
Ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar, Cristiano é policial militar, mas está afastado das funções. Preso temporariamente desde 10 de fevereiro, ele está no Batalhão de Operações Especiais (BOE), em Porto Alegre.
Silvana, 48 anos, foi vista pela última vez no dia 24 de janeiro. Os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, teriam ido procurá-la e não foram mais vistos.
Procura por carro vermelho
A investigação do desaparecimento da família Aguiar ampliou frentes de trabalho e faz buscas em áreas de mata e rios da Região Metropolitana.
O carro vermelho que apareceu entrando duas vezes na casa de Silvana na noite de 24 de janeiro, horas depois de ela ser vista pela última vez, ainda não foi localizado. As imagens foram obtidas por uma câmera de segurança e passaram por um trabalho de melhoramento.
A polícia, por meio da 2ª Delegacia de Polícia (DP) de Cachoeirinha, tem solicitado a alguns donos de carros que compareçam à unidade. Segundo a investigação, as solicitações são direcionadas. Uma triagem feita pelo Detran/RS apontou cerca de 6 mil carros vermelhos do mesmo modelo no Estado, o que dificultaria uma verificação individual.
Contraponto
O advogado Jeverson Barcellos, que atua na defesa do investigado, se manifestou por meio de nota:
"A defesa de Cristiano, diante da prorrogação da prisão temporária por mais 30 dias, vai acompanhar o andamento das investigações, estando por seus familiares à disposição de manter a efetiva colaboração com as autoridades. Por fim, irá se debruçar sobre a decisão e seus fundamentos, para analisar eventual combate por via de habeas corpus".
