Um esquema que envolve telentrega de drogas e comércio ilegal de armas de fogo por um grupo criminoso é alvo de uma ofensiva da Polícia Civil na manhã desta terça-feira (17). A Operação Papagaio é realizada em quatro municípios, com ordens de prisão e buscas em Porto Alegre e Alvorada.
Até o momento, 11 pessoas foram presas, a maior parte na zona sul da Capital, onde atua o grupo alvo da ação. Foram apreendidos cerca de R$ 30 mil em dinheiro, além de drogas.
São cumpridos 29 mandados de prisão, além de 36 ordens de busca e apreensão em residências de investigados. A operação realiza também, com apoio da Polícia Penal, buscas em celas de apenados em Charqueadas, Canoas e na Capital. A operação é coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc).
Segundo o delegado Ewerton Melo, da 1ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico, a polícia teve acessos a conversas entre os traficantes investigados. Nelas, eles negociavam a entrega de drogas e também a venda de armas de fogo.
— Eles atuavam majoritariamente na zona sul de Porto Alegre, entregando drogas e, muitas vezes, comercializando armas de fogo de grosso calibre. Nos chamou atenção, em um dos casos, onde conseguimos realizar a primeira prisão, um deles estava portando uma Magnum calibre .357, de alto poder de fogo — contou o delegado.
A investigação
A apuração teve início a partir de uma informação recebida pelos policiais de que um grupo mantinha um esquema de telentrega de drogas na zona sul da Capital. A polícia identificou um suspeito de ser o responsável por entregar as drogas e também armazenar os entorpecentes em casa, assim como armas de fogo e valores em dinheiro.
Durante a investigação, a polícia realizou buscas, nas quais apreendeu duas pistolas, um revólver, munição, carregadores, porções de cocaína e maconha, comprimidos de ecstasy, dinheiro, celulares e outros materiais empregados no comércio de entorpecentes. A polícia conseguiu identificar outros envolvidos no mesmo esquema.
Segundo o delegado, o grupo agia de forma organizada, com duas frentes de telentrega, contando com diversos entregadores responsáveis pela distribuição das drogas nas regiões sul, leste e na área central de Porto Alegre. Além de cocaína e maconha, o grupo também comercializa drogas sintéticas, como ecstasy e LSD.
A investigação constatou que o grupo atuava ainda no comércio ilegal de armas de fogo. Conversas revelaram negociações envolvendo a venda de pistolas e revólveres, inclusive uma pistola Glock calibre .380 e um revólver calibre .38, com valores que chegavam a R$ 11 mil. Fotos e vídeos de armamentos circulavam entre os integrantes, demonstrando que a atuação criminosa extrapolava o narcotráfico.
