
Começa nesta terça-feira (10) o novo julgamento de Paula Caroline Ferreira Rodrigues, 31 anos, acusada de participar do assassinato de José Gustavo Bertuol Gargioni, em Canoas, na Região Metropolitana. O fotógrafo de 22 anos foi morto a tiros e encontrado na Praia de Paquetá em julho de 2015.
O novo júri ocorre após a anulação pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJRS) do julgamento ocorrido em 2023 que absolveu a ré (entenda abaixo). A sessão é presidida pelo juiz Bruno Barcellos de Almeida, titular da 1ª Vara Criminal, e ocorre no Foro de Canoas.
Paula responde por homicídio triplamente qualificado — por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além dela, Juliano Biron da Silva é apontado como coautor do crime. Então namorado dela e chefe de uma organização criminosa, ele foi condenado a 20 anos e oito meses de prisão por homicídio qualificado em 2020.
Segundo a acusação, Paula mantinha um relacionamento com o fotógrafo e o teria atraído para uma emboscada, no qual foi morto. O crime teria sido motivado por ciúmes.

Novo julgamento
Paula Caroline Ferreira Rodrigues foi submetida ao Tribunal do Júri em dezembro de 2023. Na ocasião, o Conselho de Sentença a absolveu da imputação de homicídio e também declarou a extinção da punibilidade quanto ao crime de ocultação de cadáver, em razão da prescrição.
Em abril de 2025, o julgamento foi anulado após o Tribunal de Justiça acolher um recurso do Ministério Público sob o entendimento de que a decisão dos jurados contrariou as provas do processo. A medida transitou em julgado em agosto do mesmo ano, determinando a realização de novo júri.
O crime

O fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni foi encontrado morto em julho de 2015, na Praia do Paquetá, em Canoas. Conforme o Ministério Público, o homicídio ocorreu nas proximidades das ruas Itu e Guarani, onde o fotógrafo foi atingido por 19 disparos de arma de fogo. O crime teria acontecido após Paula chamá-lo para um encontro, que serviu como armadilha para o crime.
O crime teria sido motivado por ciúmes, já que a ré mantinha relacionamento com o coautor — apontado como integrante de uma facção criminosa — e, ao mesmo tempo, se relacionava com a vítima.
Por pouco mais de dois anos, Gargioni trabalhou como fotógrafo do Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, durante o mandato do ex-governador Tarso Genro. Antes de morrer, ele atuou em uma produtora de eventos de Canoas.





