Um médico recebeu voz de prisão e foi imobilizado por agentes da Guarda Municipal de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos durante atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento. O caso, registrado na UPA Centro, ocorreu noite de quinta-feira (27). O médico, um clínico geral de 44 anos, foi imobilizado e detido por suposto desacato.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram três guardas municipais na ação. O médico é concursado e ligado à Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo desde 2019. Procurada, a fundação manifestou solidariedade ao profissional.
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) acompanha o episódio e afirmou que o profissional fraturou uma costela. A entidade afirma que vai buscar os esclarecimentos dos fatos junto à Guarda Municipal e à Polícia Civil.
A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, vai investigar o caso a partir de dois boletins de ocorrência: o de desacato, registrado pela Guarda Municipal, e um de lesão corporal, registrado pelo médico.
O profissional, que chegou a receber voz de prisão, foi encaminhado para a Delegacia de Polícia e liberado ainda na noite passada. Procurada, a Guarda Municipal de Novo Hamburgo disse que está analisando as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos agentes para apurar os fatos.
O que diz o Simers
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) está acompanhando o médico que recebeu voz de prisão pela Guarda Municipal na noite de quinta-feira, dia 26, durante o horário de atendimento na UPA Centro, em Novo Hamburgo.
Vídeos e testemunhas mostram o momento da prisão, quando o profissional foi colocado no chão e algemado de forma brusca por dois guardas. Um terceiro homem estava presente na detenção, provocando revolta entre os presentes e demonstrando um claro abuso de poder.
A partir de agora, o Sindicato passa a atuar para requerer mais esclarecimentos dos fatos e cobrar uma apuração imparcial tanto da Guarda Municipal quanto da Polícia Civil. Todo o suporte judicial também será prestado.
A violência contra médicos é uma das pautas mais intensas do Simers, com inúmeros relatos de problemas ocorridos durante o atendimento. Chama ainda mais a atenção quando um episódio envolve forças de segurança e é marcado por brutalidade e falta de diálogo.
Somado ao fato, vale destacar que a própria população sofreu com a conduta, aumentando a tensão na Unidade de Pronto Atendimento.
O Simers seguirá em defesa do médico, da categoria e do melhor atendimento para os pacientes.
O que diz a Fundação de Saúde de Novo Hamburgo
A Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) informa que está acompanhando os fatos relacionados ao episódio envolvendo um médico detido durante o plantão na UPA Centro, por agentes da Guarda Municipal.
Desde a ciência do ocorrido, a FSNH adotou as providências iniciais cabíveis, prestando o suporte necessário ao profissional e assegurando o acompanhamento do caso por sua assessoria jurídica.
A FSNH manifesta solidariedade ao profissional, ressaltando a importância da preservação da dignidade e das prerrogativas inerentes ao exercício da atividade médica.
A instituição reafirma seu compromisso com a transparência e legalidade, informando que aguarda a apuração completa dos fatos pelas autoridades competentes, colocando-se à disposição para colaborar com as investigações.
Por fim, a FSNH informa que deverá reunir-se com representantes da Secretarias Municipais de Saúde e de Segurança Pública, com o objetivo de analisar o ocorrido e discutir a adoção de medidas eventualmente cabíveis.
O que diz a Guarda Municipal
A Guarda Municipal está analisando as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos seus agentes para apurar os fatos.
As secretarias municipais da Saúde e Segurança Pública, em conjunto com a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo, devem se reunir para discutir sobre o ocorrido.


