
A família da gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento nesta semana após receber mensagens com erros gramaticais pelo celular da corretora de imóveis. Luciani, que nasceu em Alegrete e cresceu em Canoas, na Região Metropolitana, foi vista por vizinhos pela última vez na quarta-feira da semana passada, dia 4 de março.
Matheus Estivalet Freitas, irmão de Luciani, acredita que outra pessoa tenha se passado por ela no celular. Em uma das mensagens que teriam sido enviadas por ela, a gaúcha diz que está bem, mas que estaria sendo perseguida por um ex-namorado.
Luciani, que mora em uma kitnet na Praia dos Ingleses, em Florianópolis, deixou de se comunicar como de costume nos grupos da família desde 5 de março, uma quinta-feira. Os familiares então passaram a ligar para a mulher, que se recusava a atender as ligações.
Palavras escritas incorretamente como "respentem", "persiguindo", "precionando" e "reornizar" chamaram a atenção do irmão que acionou a polícia (veja na imagem abaixo).

Casa bagunçada e alimentos podres
Na segunda-feira (9), Matheus — que mora em Itapema, no norte de SC — foi até a casa da irmã para procurá-la. A casa estava trancada, e o cachorro dela fora da residência.
Matheus entrou na casa de Luciani pela janela e encontrou alimentos em estado de decomposição. No mesmo dia, o gaúcho registrou um boletim de ocorrência. Luciani consta como desaparecida no site da Polícia Civil de Santa Catarina.
— Tinha uma janela que estava aberta, eu conseguia adentrar na kitnet onde ela aluga, lá nessa pousada. A primeira coisa que eu notei foram muitos alimentos podres, frutas já em estado de decomposição bem avançado — relata o irmão.
Conflito com ex-namorado
Em uma das mensagens que Luciani teria mandado ao irmão, ela afirma que o ex-namorado, que mora no interior do Rio Grande do Sul, a estava perseguindo por causa de "ciúmes", já que ela supostamente estaria com outra pessoa.
— Ela me manda aquele texto com erros gramaticais ali, bem o que não é usual dela, sabe? A nossa irmã, ela tem graduação, pós-graduação, foi professora universitária, então a gente já notou que não era ela de forma alguma — pondera Matheus.
Segundo o irmão, a mulher tinha uma medida protetiva contra o antigo companheiro.
Matheus conta que ficou sabendo por meio da dona da pousada que esse ex-namorado teria passado um período morando com ela em fevereiro deste ano.
*Com supervisão de Caroline Garske




