
A operação de buscas pela família Aguiar, desaparecida desde o final de janeiro em Cachoeirinha, foi intensificada nesta segunda-feira (16). A polícia delimitou perímetros para eliminar áreas suspeitas ou encontrar indícios que ajudem a solucionar o caso.
Logo cedo da manhã, bombeiros com cães farejadores vistoriaram regiões de mata nos municípios de Cachoeirinha e Gravataí. Conforme o delegado Anderson Spier, o trabalho segue nos próximos dias:
— Não tivemos êxito na localização dos corpos, mas vamos eliminando áreas suspeitas identificadas pela análise de inteligência.
O busca a campo começou há cerca de duas semanas. Desde a última sexta-feira (13), a Polícia Civil conta com o trabalho da guarnição especializada do Canil do Batalhão de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros de Porto Alegre. Dois sargentos e dois cães atuam na varredura.
Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, foi vista pela última vez no dia 24 de janeiro. Os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, teriam ido procurá-la e não foram mais vistos.
O principal suspeito apontado pela polícia até o momento é Cristiano Domingues Francisco, 39 anos, ex-companheiro de Silvana. Policial militar afastado das funções, ele está preso temporariamente no Batalhão de Operações Especiais (BOE), em Porto Alegre, desde 10 de fevereiro.
Procurado pela reportagem, o advogado Jeverson Barcellos afirmou que "vai acompanhar o andamento das investigações, estando por seus familiares à disposição de manter a efetiva colaboração com as autoridades". A defesa ainda afirma que analisa os fundamentos da decisão que prorrogou a prisão para eventual pedido de habeas corpus.

