
Os advogados que representam a família Aguiar, desaparecida desde o final de janeiro em Cachoeirinha, dizem confiar no trabalho da polícia para descobrir o que realmente aconteceu com Silvana, 48 anos, e os pais dela, Isail e Dalmira, de 69 e 70 anos. Os profissionais foram contratados por um parente dos desaparecidos e compareceram à 2ª Delegacia de Polícia (DP) de Cachoeirinha na tarde desta segunda-feira (2).
— Estamos confiando no trabalho da polícia. No momento oportuno, falaremos. Durante a semana, teremos novidades — adiantou a advogada, que pediu para não ser identificada a fim de preservar a privacidade da família.
A preocupação dos familiares, no momento, é evitar falsas informações e desmentir boatos que têm circulado em redes sociais. O teor das publicações não foi comentado pelos advogados.
Avanço nas investigações
O titular da 2ª DP e responsável pela investigação, delegado Ernesto Prestes, e o delegado regional, Anderson Spier, permaneceram horas a portas fechadas na unidade nesta segunda. Na sexta (27), a polícia cumpriu diligências, que não foram detalhadas.
O principal e único suspeito apontado pela polícia até o momento é Cristiano Domingues Francisco, 39 anos, ex-companheiro de Silvana. Policial militar afastado das funções, ele está preso no Batalhão de Operações Especiais (BOE), em Porto Alegre.
A prisão temporária foi decretada em 10 de fevereiro. A Polícia Civil diz já ter elementos para indiciá-lo por feminicídio e duplo homicídio. Cristiano ficou em silêncio ao ser ouvido pela polícia.
— Houve avanços (na investigação), o que é natural. Como a temporária dele termina na semana que vem, nós vamos pedir a prorrogação da temporária, provavelmente esta semana ainda — disse o delegado Anderson Spier.
Nas redes sociais, a atual companheira de Cristiano publicou uma mensagem dizendo que eles atravessam o "período mais difícil" de suas vidas. Contatada por Zero Hora, a advogada da mulher não quis se manifestar.
A esposa do suspeito chegou a ser ouvida pela polícia, no dia 19 de fevereiro, como testemunha do caso. Segundo o advogado de Cristiano, Jeverson Barcellos, a atual companheira do policial militar colaborou com as investigações.
Sobre a situação de Cristiano, Barcellos informou que, no momento, não irá se manifestar, não fará nenhum recurso e aguardará o andamento das investigações.




