
Os advogados que representam a família Aguiar, desaparecida desde o final de janeiro, em Cachoeirinha, acionaram a Justiça no intuito de proteger o filho de Silvana Germann Aguiar, 48 anos, e o patrimônio dos pais dela.
Conforme os advogados Elen Zucatti e Gilmar Souza de Vargas, um pedido de reversão da guarda da criança tramita na Vara da Família de Cachoeirinha. O menino de 9 anos é filho de Silvana e do ex-companheiro dela, Cristiano Domingues Francisco, principal suspeito pelos desaparecimentos.
— A dor da família é imensurável — diz Elen.
A defesa também ingressou com uma ação de curatela, para resguardar os bens dos Aguiar.
Os advogados ainda dizem que auxiliam no apoio emocional dos parentes dos Aguiar e na resolução de pendências burocráticas.
— Ficou tudo atirado. Contas a pagar, luz, IPTU, fornecedores — comenta Vargas.
A dupla de advogados atua no caso desde o dia 22 de fevereiro. Nesta terça-feira (24), completam-se dois meses desde que Silvana foi vista pela última vez. Os pais dela, Isail e Dalmira, teriam ido procurá-la no dia 25 de janeiro e também desapareceram.
Investigação
O inquérito policial deve ser finalizado e remetido ao Judiciário até o dia 20 de abril. A Polícia Civil trata os desaparecimentos como crime e diz já ter elementos para indiciar Cristiano por feminicídio (de Silvana) e duplo homicídio (Isail e Dalmira).
O investigado teve a prisão temporária prorrogada por 30 dias, a contar de 12 de março. Um eventual pedido de prisão preventiva é cogitado.
O suspeito, a atual esposa, a mãe, o irmão e o amigo que jantou com ele no dia do desaparecimento de Silvana devem ser ouvidos novamente, até sexta-feira (27). A polícia afirma que há inconsistências em seu depoimento e contradição dos álibis apresentados. A investigação comprovou, inclusive, que o celular de Silvana esteve com Cristiano nos dias 26 e 27 de fevereiro.
Policial militar, Cristiano está afastado das funções, segundo a Corregedoria da Brigada Militar (BM). O suspeito está preso no Batalhão de Operações Especiais (BOE), em Porto Alegre.
O advogado Jeverson Barcellos, responsável pela defesa do suspeito, foi contatado por Zero Hora, mas não respondeu a reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.
Em posicionamentos anteriores, a defesa disse aguardar acesso ao inquérito para se manifestar.


