
A quantidade de cloro utilizada por dia na piscina da academia onde uma mulher morreu após uma aula de natação era o recomendado para ser usado por uma semana. A informação foi confirmada pelo delegado responsável pelo caso, Alexandre Bento, ao g1.
Outras seis pessoas ficaram intoxicadas após a mesma aula de natação em que Juliana Faustino Bassetto morreu. O caso foi registrado no último dia 7, na C4 GYM, no bairro Parque São Lucas, zona leste de São Paulo.
— A carga de cloro que eles usavam em um dia é usada em uma semana numa piscina desse tipo — disse o delegado na quinta-feira (12).
Ele não especificou a quantidade utilizada, mas a suspeita da polícia é de que as vítimas tenham sido intoxicadas pelo produto químico. O laudo, no entanto, ainda não ficou pronto.
As autoridades suspeitam que a manipulação de produtos químicos para limpeza da piscina próximo à área da aula pode ter afetado os alunos, pois o espaço é fechado e pouco ventilado. O manuseio também não era realizado por um profissional especializado, mas sim pelo manobrista Severino José da Silva.
Em depoimento Severino afirmou que seguia ordens de um dos sócios da academia C4 GYM, que repassava as orientações pelo WhatsApp. Ele trabalhava há cerca de três anos no local e contou que também era responsável por abrir a unidade e realizar a manutenção das piscinas.
O manobrista contou à polícia que nunca recebeu treinamento, habilitação técnica ou equipamentos de proteção individual (EPIs) para manusear produtos químicos, embora realizasse a manutenção da piscina. De acordo com Severino, Celso sabia sobre a falta de preparo.
Na quarta-feira (11) os três proprietários da rede C4 Gym foram indiciados pela polícia por homicídio com dolo eventual.
Em nota, a defesa afirmou que entrou na Justiça para tentar suspender os pedidos de prisões e que os investigados “estão colaborando com o bom andamento das apurações”.
