
Uma professora de 35 anos foi morta a facadas, atacada por um aluno dentro da sala de aula de uma faculdade particular localizada em Porto Velho, capital de Rondônia. O crime aconteceu na noite de sexta-feira (6). A vítima foi identificada como Juliana Santiago. As informações são do g1.
De acordo com relatos de testemunhas, o crime ocorreu logo após o término da aula, no Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca). Um estudante do quinto período do curso de Direito, identificado como João Cândido, teria aguardado Juliana ficar sozinha na sala e iniciado uma discussão com ela.
Em seguida, segundo relatos, desferiu diversos golpes de faca contra a docente, atingindo os seios e causando uma laceração no braço direito dela.
Alunos que presenciaram o ataque tentaram socorrer a professora e a conduziram até o Hospital João Paulo II, mas, ela não resistiu aos ferimentos e morreu antes mesmo de receber atendimento médico.
Entenda o caso
Após o crime, o suspeito tentou fugir, mas foi rendido por um estudante que é policial militar, que passava pelo local. João foi preso em flagrante e, em depoimento à polícia, afirmou que manteve um relacionamento com Juliana por cerca de três meses.
Segundo ele, teria cometido o crime por vingança, após saber que a professora teria retomado o relacionamento com o ex-marido. A versão, no entanto, não foi confirmada pela família da vítima nem pelas autoridades policiais.
Em outro ponto do depoimento, o estudante relatou que a faca utilizada no ataque teria sido presente da própria professora. Segundo ele, no dia anterior ao crime, Juliana teria entregue o objeto dentro de uma vasilha junto com um doce de amendoim. A polícia, no entanto, ainda investiga a veracidade dessa informação.
O Centro Universitário Aparício Carvalho emitiu nota de pesar e suspendeu as aulas por três dias. Diversas instituições e associações educacionais manifestaram solidariedade à família da professora e repudiaram o crime.
O corpo de Juliana foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) na tarde deste sábado (7) e transladado para Salvador (BA), cidade natal da docente. O velório e sepultamento foram realizados com familiares e amigos próximos.
A arma do crime foi encontrada na sala de aula e apreendida pela polícia. A Polícia Militar destacou que a forma como o suspeito agiu indica que o ataque foi premeditado. João Cândido permanece detido, e a defesa do estudante optou por não se pronunciar até o momento.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. Entre as medidas adotadas estão a análise de celulares e outros aparelhos eletrônicos, além da coleta de depoimentos de testemunhas que presenciaram o crime ou tiveram contato com a vítima e o suspeito nos dias anteriores. A investigação busca esclarecer a motivação exata do ataque e se houve qualquer outro envolvimento de terceiros.