
Uma operação da Polícia Civil gaúcha tem como alvos suspeitos de integrarem um esquema de golpe, em Goiás. Na manhã desta terça-feira (10) são cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão na cidade de Goiânia. A investigação é da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos e da Delegacia de Polícia de Arroio do Sal.
Foi no município do Litoral Norte que um idoso, de 71 anos, acreditou que estava conversando com o filho, pela internet. O aposentado foi enganado e transferiu aos golpistas o valor de R$ 2.997,00. A polícia passou a investigar o caso e chegou até quatro suspeitos de fazerem parte do grupo especializado no golpe do falso familiar.
Nesta manhã, são executados quatro mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão. As ordens são cumpridas dentro da Operação Fake Family, com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil de Goiás.
Até o momento, três pessoas foram presas. Houve apreensão de celulares, R$ 15 mil em espécie, cartões bancários em nome de terceiros e diversos chips telefônicos.
Conforme o delegado Marcos Vinícius de David, dois responsáveis pelo contato com a vítima e dois operadores financeiros, de primeira e segunda camada, são alvo da ofensiva desta manhã.
Idoso caiu no golpe
Ainda de acordo com o delegado, os criminosos, entraram em contato com o idoso por um novo número, com foto, dizendo que era o filho da vítima, pediram para salvar na agenda e, em seguida, solicitaram para ajudar a pagar uma conta, no valor de R$ 2.997,00.
— Em seguida, esse idoso recebeu novo contato pedindo o pagamento de R$ 25 mil. Nesse momento, a vítima suspeitou de que havia caído num golpe e acionou a polícia — conta o delegado Marcos Vinícius de David. O crime ocorreu em junho de 2023.

— A investigação apurou que os criminosos utilizavam aplicativos de mensagens para se passar por familiares das vítimas, induzindo-as a erro mediante falsas alegações de urgência, com o objetivo de obter transferências bancárias via Pix — explica o delegado.
Após o recebimento, os valores eram rapidamente movimentados entre contas de terceiros, segundo a polícia. O intuito era dificultar o rastreamento desses recursos obtidos por meio do golpe. Os alvos das prisões são três homens, com idades de 20, 21 e 37 anos, e uma mulher, de 29 anos.
A polícia suspeita que outras pessoas possam ter sido vítimas do mesmo golpe. Segundo o delegado, esse tipo de crime praticado pela internet normalmente ocorre de forma massiva. Os policiais ainda apuram qual o montante obtidos pelo grupo.
Como funciona o golpe
- Golpistas criam um outro perfil no WhatsApp, com a mesma foto da pessoa, e acionam um familiar, alegando que estão com um novo número porque houve uma troca do chip.
- Os números de contatos de familiares são obtidos, muitas vezes, por meio de vazamentos de bancos de dados.
- Os criminosos iniciam a conversa por WhatsApp e fazem algum pedido de dinheiro.
- Os pedidos vêm acompanhados de algum relato de um acontecimento inesperado, que justifica a urgência no repasse de valores, e da promessa de devolução.
Como se proteger
- Caso receba esse tipo de mensagem, acione o contato com o número original do familiar, ou contate pessoas próximas, ainda que o estelionatário alegue que o número anterior foi perdido.
- Em último caso, também é possível pedir áudios ou fazer chamadas de vídeo para confirmar a identidade de quem está pedindo dinheiro.



